Criança

Crianças não nascem preconceituosas, a culpa é do ambiente onde elas vivem

Segundo pesquisa, ninguém nasce achando que é melhor que o outro não

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

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Um novo estudo realizado pelos pesquisadores das Universidades de Nova York (NYU) e Amsterdam, mostra que crianças de 5, 6 anos se inspiram nos adultos para formar tanto a personalidade e traços psicológicos quanto a maneira de agir de acordo com o ambiente em que estão inseridas e não pela cor da pele. Essa pesquisa contradiz a ideia de que as pessoas já nascem ou criam com algum tipo de preconceito cedo, na infância, achando que o mundo é dividido por raças e cores e melhores e piores.

Outra descoberta foi que outras características das crianças como crenças variam de acordo com o ambiente em que são criadas, principalmente que convivem em um bairro com pessoas de diferentes etnias e trajetórias de vida.

Por isso, Tara M. Mandalaywala, da NYU, que liderou o estudo disse que “tudo indica que crenças sobre raça se desenvolvem com o tempo em resposta a situações específicas”.

O estudo

Os pesquisadores avaliaram 203 crianças de 5, 6 anos brancas e negras nova iorquinas e 403 adultos brancos e negros americanos. Eles fizeram perguntas sobre se os entrevistados viam a cor da pele como algo que poderia ser herdado e se eles acreditavam que a raça determina o que as pessoas serão quando crescerem (o quão inteligentes, legais, atléticos seriam).

O resultado

As crianças consideram a cor da pele como algo que poderia ser herdado, mas não contribuindo para estereótipos ou preconceitos. Elas esperam que as características comportamentais e psicológicas de uma pessoa sejam determinadas pelo ambiente em que ele ou ela foi criado, não por uma raça herdada.

Marjorie Rhodes, professora de psicologia na NYU, co-autora do estudo, complementa que a pesquisa “sugere que as crenças sobre raça que contribuem para o preconceito levam muito tempo para se desenvolver (isso quando acontece), e esse desenvolvimento depende, de certa maneira, dos bairros nos quais as crianças crescem”. Quanto maior a diversidade, mais fácil de mostrar para as crianças o quão todo mundo é igual e, claro que o seu comportamento faz toda a diferença na visão do seu filho.

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