Dança ajuda no desenvolvimento infantil

Seja ballet, jazz ou sapateado, todas essas modalidades podem ajudar no desenvolvimento motor das crianças

Seja menino ou menina, toda criança deveria praticar algum tipo de dança. Não importa o estilo escolhido, o que deve ser levado em conta é que a modalidade esteja de acordo com a personalidade e as limitações físicas da criança.

Para Cid Fernando Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz, pai de “a prática da dança estimula o desenvolvimento músculo-esquelético. Ou seja, estimula o desenvolvimento dos ossos e grupos musculares, além da coordenação motora, pois qualquer modalidade artística realiza atos repetitivos”, conta.

Ainda de acordo com o pediatra, a melhor idade para começar a dançar é depois dos 2 anos de idade. “Nessa faixa etária, a criança vê a dança como uma brincadeira, algo sem comprometimento – o que também é válido. Antes, ela não tem habilidade para repetir os movimentos ensinados pelos professores “, enfatiza Pinheiro.

Nelma Darzi, diretora artística da Escola da dança Petite Danse, e mãe de Renata, conta que alguns pais costumam matricular seus filhos no ballet com 3 anos já pensando em estimular a concentração e o foco.

“Os pequenos são apresentados para o mundo da dança, mas não necessariamente começam a estudar os movimentos clássicos”, salienta Nelma, e comenta que nessas aulas o importante é focar no lado lúdico: apresentações, caracterização e muita brincadeira.  Já a parir dos 5 anos, os pequenos possuem mais noção do seu corpo facilitando a execução dos movimentos repetitivos que compõem o ballet.

Tá liberado, mas com moderação!

O exercício deve ser realizado com moderação para não provocar desgaste físico ou depositar muita pressão. “Aos sete e oito anos, a criança já consegue realizar essas atividades diariamente e passa a ter vontade de executá-las”, conta Pinheiro. Antes disso, as crianças devem realizar 30 minutos de atividades controladas e o resto de brincadeira. “O importante é lembrar que não se deve forçar, o certo é apresentar opções para que eles possam escolher”, finaliza o pediatra.