Criança

Descubra como serão os próximos 50 anos da vida do seu filho

Já parou para imaginar que a infância dele é totalmente diferente da sua?

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

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Estamos em festa. Comemorando nosso aniversário e fechando a série de reportagens que fizemos ao longo do ano, mapeando como será a vida da nossa família daqui a 50 anos. No meio de tanta mudança, de uma coisa temos certeza: o mundo do seu filho é bem diferente daquele em que você viveu sua infância. E isso é muito, muito legal.

Desde o começo do ano estamos produzindo matérias sob o selo 50+, abordando temas relevantes para a família, sempre com essa pegada: olhar para frente. Nada de retrospectiva, nada de olhar para o que foi – com todo o respeito pelo aprendizado, claro. A vida acontece hoje, nossas duvidas e questionamentos são agora. O mundo já mudou. Estamos preparados para ele?

Funcionou assim: foram inúmeras discussões, reuniões demoradas e conversas com gente muito interessante para tentar mapear o que os próximos 50 anos guardam para os nossos filhos. Os nossos convidados, de diversas áreas do conhecimento, mostraram suas visões como especialistas e como pais também. Aprendemos muito! E era desse bate-papo que saímos com a pauta pronta e a reportagem traçada. Além disso, bombamos as redes sociais com os nossos lives no Facebook e a participação da nossa audiência.

Nesta matéria de setembro, mês do nosso aniversário, reunimos os principais pontos falados ao longo de todos esses meses de pesquisas e compartilhamento de ideias. Modéstia à parte, o resultado está show!

Geração centenária: eles já estão entre nós

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De cara, na nossa primeira reportagem da série, trouxemos essa notícia: seu filho vai viver mais de 100 anos. Os dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) dizem que até o final do século o mundo terá mais de 21 milhões de pessoas no mínimo centenárias. Isso pode ser uma surpresa pra você, mas se a gente parar para pensar sobre os avanços da medicina nos últimos anos, fica fácil aceitar essa realidade.

E apesar do choque que é saber disso, o que mais nos chamou a atenção é que, no Brasil, a idade média em 1940 era de 45 anos, mas agora deve chegar a 78 em 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O que isso quer dizer? Que a nossa população terá mais idosos do que crianças. Ou seja, a população brasileira vai crescer até 2043 e depois começar a diminuir. E isso vai acontecer porque os casais estão cada vez mais optando por ter menos filhos.

Educando para o futuro

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A educação que seu filho tem vai prepará-lo para ser um bom profissional? Na nossa matéria de março, chegamos a conclusão que, tanto pai quanto professor não educam para o imediato. Educar é investir. Afinal de contas, estamos preparando crianças para um mundo que ainda não conhecemos.

Por isso, a grande sacada que tivemos é que é em casa que a criança recebe os primeiro estímulos.  Mais do que a boa nota da prova, elas precisam estar preparadas para serem autônomas, confiantes e conscientes. E isso dá para começar agora, independente de escola. E não se engane, errar faz parte. Aprendizado é isso: acerto e erro.

Naturofo… o que?

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Se você é daquelas pessoas que têm agonia só de ver crianças sentadas ou brincando na grama, temos uma notícia: o nome disso é naturofobia. Apesar da palavra estranha, a maior parte dos seres humanos têm esse tipo de fobia e nem sabe. Foi durante o desenvolvimento da nossa reportagem de abril, que tratava o futuro do meio ambiente, que descobrimos esse termo, que resume a nossa dificuldade em lidar com a natureza.

Mas fomos além e falamos também sobre o costume de querer manter as coisas 100% limpas. Um bom exemplo é a “neura” de que as crianças precisam estar sempre impecáveis. Melhor não deixar engatinhar no chão sujo, nada de banho de chuva ou se sujar com a comida durante as refeições. Com todo esse distanciamento fica difícil se envolver quando o assunto é cuidar do meio ambiente.

Portanto, estreitar a relação entre você e o planeta é o primeiro passo para colocá-lo no topo das prioridades quando o assunto é futuro, e seu filho vai seguir os seus passos por causa daquela palavra que a gente ama: exemplo.

Tecnologia é coisa séria

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Aquele papo de que a tecnologia é uma ferramenta para facilitar nossas vidas e que deve ser usada com cuidado todo mundo conhece, mas é sempre bom reforçar. E foi fazendo isso que nos deparamos com o termo Identidade Digital – relaxa, a gente também não entendia muito bem o que é. Fizemos uma enquete no nosso Instagram e 63% das pessoas que responderam também não sabiam. ID Digital é a nossa identidade real, como pessoa ou entidade, só que na internet. É como somos identificados por meio do nosso computador, celular, tablets e outros dispositivos.

E ela é tão séria e importante que o presidente Michel Temer assinou um decreto no começo do ano que cria um documento único e nacional de identificação, que reúne dados como o título de eleitor, CPF, certidão de nascimento e casamento, só que de maneira totalmente digital – isso mesmo, no futuro documentos em papel serão raros.

Mas, além dos documentos, sua identidade digital inclui tudo aquilo que você faz nas redes sociais. Suas informações pessoais, seus gostos, hobbies, suas fotos. Tudo isso constrói uma identidade que não é acessada só por você, mas por toda a sua rede. Quando você decide postar foto do parto, do primeiro banho, vídeo das primeiras palavras, do primeiro aniversário da criança, você já está construindo a identidade dele sem ele ter nenhuma escolha. Então, fica aqui o questionamento: você já parou para pensar na identidade digital do seu filho?

Próximo destino: o futuro!

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O tema de junho tinha tudo a ver com o mês: viagem! E o que descobrimos é que, mesmo sendo algo que parece tão intuitivo, as formas de lazer estão mudando. E basta prestar atenção nos detalhes para entender: quase ninguém mais tira 30 dias de férias. Muita gente prefere fracionar o tempo em pequenas viagens de 10, 15 e até 5 dias, por exemplo.

O que mais nos chamou atenção é que mais do que conhecer novos lugares, as pessoas estão viajando em busca de experiências. Isso não quer dizer que o ‘basicão’ numa viagem não é legal. Mas à medida que as pessoas vão conhecendo o mundo, percebem que as vivências enriquecem ainda mais. E não é que é verdade?

Você é o que você come

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Julho foi o único mês em que precisamos voltar no tempo para mapear o futuro. O tema era alimentação e chegamos à conclusão de que você é o que você come. E o que isso quer dizer? Que precisamos ressuscitar um hábito familiar urgente: sentar à mesa com a família para as refeições. Isso fará diferença para criar crianças nutridas física e emocionalmente.

Com a correria do dia a dia a comida mais rápida é a primeira opção, por isso o mundo industrializado tomou conta da cozinha. E além da alimentação desregrada, muitas pessoas deixam passar um momento importante em família para cada um comer no seu canto. Se reconheceu?

A real é que não se trata apenas da comida e sim do empenho dos pais em demonstrarem quanto se importam com o diálogo. É em volta da mesa que rola o papo diário que proporciona benefícios psicológicos para a criança. Por isso, aqui vai um conselho: escolha uma refeição por dia e se esforce para sentar à mesa com seus filhos.

Tudo nosso!

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Na última conversa percebemos a quantidade de compartilhamento que saiu das redes sociais e veio para a vida offline. A gente compartilha casa, carro e até a bicicleta que fica nas estações. Isso é economia compartilhada, consequência de uma mudança de valores.

Passamos a enxergar posses com menos importância e começamos a dividir a economia visando a experiência (olha ela aqui de novo!). Ou seja, ter acesso a serviços e produtos vai além da compra e com ela a gente sai um pouco do individualismo.

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