Criança

É importante deixar seu filho errar

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Istock)

“Errando que se aprende”, diz o velho ditado popular. Está certo que todas essas antigas sabedorias têm algum fundamento e viraram tradição porque fazem sentido. Mas, na prática, nenhum pai ou mãe quer ver o seu filho errando, ficando chateado, ou se arrependendo.

Nessa ânsia de não deixar as crianças cometerem seus próprios deslizes, acabamos por fazer com que elas vivam em uma redoma de vidro, protegidas de todos os enganos. Afinal, se os pais estão sempre ali para decidirem por elas, que tipo de esforço será necessário para analisar, entender e agir? Quase nenhum!

Está aí um dos maiores motivos para dizermos: Deixe o seu filho errar. Assim, sem medo de ser feliz e sem medo de que ele arrisque e se machuque. O bom senso, claro, faz parte do processo. Você não vai deixá-lo sozinho e desamparado nas decisões da vida, mas também não vale tomá-las pela criança.

O caminho do meio está aí justamente para isso. O papel dos pais é, desde muito cedo, apoiar e orientar, para que a criança possa desenvolver seu senso crítico e seja capaz de tomar suas próprias decisões, estando elas certas ou não. Isso vai torná-la mais independente e também irá prepará-la para o futuro.

Lá na frente
Quando a criança é estimulada a explorar o mundo ao seu redor de maneira mais independente, ela cresce de forma diferente daquela criança que não pôde tomar decisões sozinha e aprender com as consequências dos seus atos.
“Com o apoio dos pais essa criança se torna um adulto mais consciente, com maior responsabilidade e maior habilidade para lidar com adversidades e para tomar de decisões”, explica Mariana Bonsaver, psicóloga da Pro Matre Paulista, filha de Tullio e Isabel.
Tudo o que fazemos na infância dos nossos filhos afeta o futuro deles. Uma criança que explora possibilidades, testa e tem a chance de aprender com seus erros está muito mais propensa a se tornar um adulto que sabe lidar com problemas.

Mas nem precisa ir tão longe assim para entender a importância de apoiar os filhos a tomarem suas próprias decisões. Em muitos momentos, a criança estará sozinha, como na escola ou na casa dos amigos, e precisará encarar as mais variadas situações. É aí que ela precisa se sentir segura e preparada para poder tomar decisões sem medo de errar ou depender de outras pessoas.

Começa quando?
Normalmente, a primeira dúvida que surge na cabeça dos pais é: quando eu posso deixar meu filho começar a tomar decisões? E a resposta é mais simples do que parece. Não precisa começar com decisões complexas e importantes. Mas escolhas simples do dia a dia são o início perfeito, ainda mais para crianças pequenas.
“A idade ideal varia conforme a escolha. Por exemplo, a partir dos 4 anos os pais podem apresentar duas opções de trocas de roupas e permitir que a criança escolha a que mais gostar. A partir dos 8 anos, ela já pode escolher entre muitas opções direto do armário. Depois dos 10 anos, ela pode fazer várias escolhas, como o esporte que deseja praticar, a língua que deseja estudar, um lugar que gostaria de visitar, mesmo que a decisão final seja dos pais”, afirma Viviane Helena Ferreira Rossi, mãe de Luis Felipe e João Pedro, psicóloga clínica infan