Ele está tão magrinho!

Os pais podem até achar, mas não: pesquisa aponta que 51% não percebem que seu filho está com sobrepeso

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Você acha que seu filho está acima do peso ou obeso? Se respondeu que não, pare e confira. Cientistas da Universidade Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, analisaram estudos com mais de 15 mil crianças com mais de 2 anos e descobriram que pouco mais da metade dos pais de crianças com sobrepeso achavam que seus filhos estavam no limite ou até abaixo do peso normal.

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A impressão de que as crianças não estão se alimentando bem também paira sobre pais de crianças de peso normal – 14% deles subestimaram o peso de seus filhos. A médica nutróloga Ana Luiza Vilela, mãe do Joaquim, explica que muitos pais têm a falsa impressão de que crianças gordinhas são mais saudáveis, e se enganam. Na verdade, o sobrepeso é um fator de risco já na infância, e um histórico que marca a vida.

 

A epidemia da obesidade infantil 

51% da população com mais de 18 anos está acima do peso ideal, segundo o Ministério da Saúde. E três em cada cinco crianças estão acima do peso. O ponto é que a obesidade não tem nada a ver com questões estéticas: está diretamente ligada à distúrbios como colesterol, diabetes tipo II, entre outras. 

Na maioria das vezes a alimentação inadequada aliada à falta de atividade física são as grandes causadoras desse mal. “Temos que tomar cuidados e trabalhar contra o sedentarismo que reduz o gasto calórico e aumenta o depósito de gordura no corpo”, explica a nutróloga. Além de estimular a criança a praticar atividades físicas e manter uma alimentação equilibrada, os pais também devem se preocupar com seus próprios hábitos alimentares. O controle sobre o que está disponível para a criança comer e em quais horários as refeições serão feitas é dos pais. As comidas gordurosas devem dar espaço aos alimentos com menos conservantes e ricos em gorduras boas como ômega 3.

Consultoria: Dra. Ana Luisa Vilela, mãe de Joaquim, é médica nutróloga da clinica Slim Form de São Paulo – www.slimform.com.br.


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