Criança

Estudo mostra que contato com a natureza na infância pode diminuir chances de suicídio

O benefício a longo prazo é inegável

Emily Santos

Emily Santos ,filha de Maria Teresa e Francisco

Crianças que ficam ao ar livre são adultos mais felizes, diz estudo (Foto: Getty Images)

Um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, revelou que estímulos externos e contato com a natureza pode impactar na saúde física e mental da criança à longo prazo.

O estudo chamado de “Residential green space in childhood is associated with lower risk of psychiatric disorders from adolescence into adulthood” (O espaço verde residencial na infância está associado a um menor risco de transtornos psiquiátricos da adolescência para a idade adulta, em tradução livre”) busca relacionar a falta de contato dos dinamarqueses com a natureza ao alto índice de suicídio no país.

A população local foi usada como exemplo porque o clima frio do país não permite que os habitantes façam atividades ou passeiem ao ar livre e especula-se que este modo de vida recluso seja um dos fatores relevantes neste cenário.

Dados de 1 milhão de dinamarqueses foram avaliados no estudo. Para resultados mais lineares, os responsáveis tentaram controlar fatores socioeconômicos e observaram que, quanto mais tempo as crianças passavam na natureza, maior o benefício para a saúde mental.

Desde modo, o estudo concluiu que crianças que cresceram em residências cercadas por áreas verdes tinham avaliações mentais melhores que outras que moravam em lugares afastados da natureza. Para estas últimas, foi observado que maiores eram as chances de algum distúrbio mental na vida adulta.

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