Filha com pai ausente divide experiências traumáticas de sua vida

No YouTube, Vivi Oliveira, também dá dicas familiares sobre falta de pai ou mãe

Youtuber foi abandonada recém-nascida pelo pai. (Foto: Reprodução / Instagram @filhossempais)

Vivi Oliveira teve a infância marcada pela ausência do pai, sendo criada pela mãe e as duas irmãs. Hoje em dia, ela tem um canal no YouTube, chamado Filhos Sem Pais, onde ajuda pessoas que vivem a mesma realidade.

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O conteúdo é feito para pessoas que não tiveram pais/mães ou foram abandonadas e também, para aqueles que se veem como responsáveis solo, como mãe, pais, avós e familiares.

O foco principal do canal é enviar mensagens de apoio, informações sobre paternidade e coisas relacionadas, além de ser inspiração para todos conseguirem seguir a vida da melhor forma possível.

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História de vida da Vivi

Vivi foi abandonada pelo pai ainda recém-nascida e a mãe teve que se virar de mil maneiras para dar boas condições para as filhas. Porém, pelo fato da mãe trabalhar fora, ela se ausentou em boa parte da infância e quem cuidava de verdade da youtuber era a irmã mais velha.

Em história contada para o canal ter.a.pia, Vivi falou que percebeu o quanto a falta do pai afetava a vida dela, como quando na formatura da 4ªserie, ela foi receber o diploma sozinha. A mãe estava trabalhando. “Nesse dia eu tive a noção do que é não ter um pai, quando vi todo mundo buscando o diploma acompanhado, enquanto eu ia sozinha”, conta.

Depois dessa situação ela teve maturidade para entender que a mãe não tinha culpa de estar ausente, pois precisava trabalhar em dobro, o que não aconteceria se o pai fosse presente, porque as responsabilidades seriam divididas.

Mas sabemos que nem todo mundo consegue pensar e agir dessa maneira, por isso ela tenta melhorar a vida dessas pessoas conversando e dando dicas para as pessoas por meio do YouTube e Instagram. A ideia dela é de mudar esse contexto de naturalização do abandono paterno.

“Por pessoas que como eu, que cresceram na ausência de um pai ou de uma mãe, e conseguiram sobreviver, as pessoas esquecem de cobrar a presença do pai”, explicou para o canal ter.a.pia.

Rejeição de pai dói mais que de mãe, diz pesquisa

Segundo o estudo feito pela Universidade de Connecticut, nos EUA, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento das crianças até a fase adulta. As crianças rejeitadas sentem como se tivessem sido socadas no estômago a todo momento. Isto de acordo com pesquisas nos campos da psicologia e neurociência, que revelam que as mesmas partes do cérebro ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são ativadas quando sentimos dor física.

Eles afirmam também que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e têm mais probabilidades a serem agressivas. E ainda sentem mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outras pessoas, pois têm medo de passar pela mesma situação novamente.

O novo estudo sugere que a figura paterna na infância pode ser mais importante para a criança do que a materna! Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai. Para os pesquisadores, uma explicação pertinente é que o papel masculino ainda é supervalorizado e pode vir  acompanhado de mais prestígio e poder. Por causa disso, pode ser que uma rejeição por parte do pai tenha um impacto maior na vida da criança. Bingo! Sem desculpas para colocar a culpa na mãe – e mais exigências ao pai de participar da vida dos filhos!

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