Filho pressente a própria morte e avisa pai dias antes de se afogar

Rafael deu mais detalhes sobre a morte de filho em piscina de escola, e conta a frase dita pelo menino alguns dias antes do acidente

Resumo da Notícia

  • Rafael, pai de Luigi, deu detalhes sobre como recebeu a notícia do falecimento do filho
  • O pai conta que recebeu um sinal antes da morte do menino
  • A entrada de Luigi na piscina não estava autorizada

Após o acidente que tirou a vida do estudante Luigi, de nove anos, o pai do garoto, em entrevista para o site A Tribuna deu detalhes sobre como se sentiu após a morte do filho, e contou ainda que recebeu um sinal da morte do garoto.

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“Ele era um anjo. A vida dele era abraçar as pessoas. O que nos conforta é que no último culto que ele participou, no domingo, junto com os jovens, ele abraçou alguém no final do culto e disse ‘Gloria à Deus que estou indo para o céu’, e quando foi quarta-feira ele foi pro céu”, conta o pai.

Ainda em entrevista, ele afirma que o menino era muito querido por todos ao seu redor. O pai ainda conta que após o acidente, ele recebeu uma ligação, informando que o filho havia sido levado ao hospital, e que devido o menino ter problemas no coração e deficiência intelectual, ele achou que pudesse ser uma das causas. Além das informações sobre a notícia, ele ainda afirmou que não autorizou a entrada de Luigi na piscina.

Piscina da escola em que Luigi estudava
Piscina da escola em que Luigi estudava (FOTO: Reprodução / Reprodução/Instagram / IG)

Afogamento infantil: como prevenir esse tipo de acidente

No Brasil, os afogamentos são a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos. E a grande maioria deles acontece quando ignoramos os riscos e não respeitamos os limites. Como as crianças não têm maturidade e nem noção do que pode ser perigoso ou não, cabe aos pais e responsáveis orientar e supervisionar o tempo todo. Especialmente porque o afogamento nem sempre acontece só em piscinas ou praias.

Apesar de comum, o afogamento infantil pode ser evitado com atitudes muito simples. O primeiro passo é sempre supervisionar e orientar sobre os riscos. A seguir, listamos o que você pode fazer para manter seu filho em segurança:

  • Evite deixar brinquedos perto da piscina ou dentro d’água. Eles podem chamar a atenção das crianças e fazer com que elas se arrisquem para pegá-los. Assim que acabar a brincadeira, recolha tudo;
  • Antes de entrar na água, explique sobre os riscos de ralos e bombas de sucção. Mostre para a criança onde eles estão localizados naquela piscina. Se seu filho tem o cabelo mais comprido, prenda num rabo de cavalo ou use touca de natação;
  • Explique que brincadeiras de empurrar, pular e prender a respiração debaixo d’água não são legais e nunca devem ser feitas;
  • Se possível, instale barreiras que dificultem o acesso à piscina. Podem ser cercas, muros ou portões, que de preferência possam ser fechados com chaves ou cadeados. As capas de piscina até garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Para crianças menores de 6 anos, prefira escolas e creches sem piscina.

Essas dicas de proteção são focadas para evitar casos de afogamentos atrelados à piscinas – na sua casa ou em outro local que você frequenta com a sua família. Veja mais sobre o assunto, como evitar esse tipo de acidente e o que fazer caso o seu filho se afogue.