Criança

Gêmeos têm 10% de chance de sobreviver e mãe desabafa: “Eles são um milagre”

Lucas e Isaac estão gigantes e saudáveis hoje em dia!

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Família reunida! (Foto: Reprodução / The Sun)

Um casal britânico, Surrey e Kevin, em 2015 descobriram a gravidez de gêmeos e ficaram animados com a notícia. Os dois já tinham um filho, Ethen, que mal podia ver a hora de se tornar irmão mais velho. Infelizmente, logo no início da gestação, a família descobriu que os bebês tinham uma síndrome rara.

Os médicos explicaram que um dos bebês estava recebendo muito sangue e outro, quase nada. Os dois estavam em risco e se não fosse tratados, poderiam ter apenas 10% de chance de sobreviver.

“Um dos gêmeos foi visto ter uma grande quantidade de líquido amniótico, enquanto o outro tinha praticamente nenhum. Os médicos nos disseram que estavam preocupados que os bebês estivessem sofrendo de uma doença chamada síndrome de transfusão de gêmeos“, explicou Surrey ao jornal The Sun.

Eles precisavam passar por uma cirurgia arriscada, ainda dentro do útero da mãe. Surrey disse que tinham vários riscos associados à cirurgia, “Nós poderíamos perder os dois ou ter um aborto espontâneo. Um deles poderia morrer, eles podem nascer prematuramente e incapacitados”, relembrou a dificuldade que passaram.

Apesar do medo, os pais sabiam que era a opção mais racional a se fazer e com certeza, a melhor de todas. A cirurgia deu certo, mas as notícias ruins não pararam de chegar.

“Nos disseram que eles estavam mostrando sinais de síndrome de policitemia de anemia gêmea (TAPS), uma complicação rara, potencialmente mortal, após o procedimento a laser para TTTS, que pode exigir mais cirurgias a laser.” , relembra Surrey.

Olha como eles estão lindos! (Foto: Reprodução / The Sun)

Na 32° semana de gestação, o médico disse que a mãe teria que passar por uma cesária de emergência. Os bebês nasceram e foram levados direto para as incubadoras e lá ficaram por 10 dias. “Foi difícil porque os enfermeiros neonatais faziam tudo para eles e eu, como mãe, me senti impotente”.

“Eu costumava deitar e segurar os dois por uma ou duas horas antes de beijá-los para dar boa noite e dormir um pouco. Era difícil não tê-los comigo na ala como todo mundo, mas eu sabia que eles estavam no melhor lugar. Essas noites foram momentos tão preciosos para mim. Eu não podia acreditar que o dia realmente chegou onde eu estava segurando eles”, relembra emocionada. “Não há um dia quando eu não penso como cada um dos meus gêmeos são um milagre, quão abençoados nós somos.”, finaliza. Hoje os meninos estão ótimos e saudáveis!