Criança

Homeschooling: o que muda se o ensino domiciliar for aprovado

Estados Unidos, Espanha, Chile e Finlândia são alguns dos países adeptos à prática

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

(Foto: iStock)

(Foto: iStock)

Na última quinta-feira (30), o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão sobre a possibilidade dos pais aplicarem o ensino escolar dentro de casa. De acordo com o G1a responsável pela pauta, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, não divulgou para a imprensa uma nova data para o julgamento sobre o que eles chamam de educação domiciliar, uma prática conhecida em outros países como “homeschooling”.

Esse método educativo funciona assim: “Os pais não seriam mais obrigados, por lei, de matricular o filho na escola e teriam a liberdade de organizar a educação acadêmica do filho em casa”, explica Andrea Ramal, educadora e doutora em Educação pela PUC-Rio, filha de Alícia e Antônio Pedro.

(Foto: iStock)

O pedido de homeschooling começou no Rio Grande do Sul (Foto: iStock)

Toda essa história no Brasil começou em Canela, Rio Grande do Sul, em 2012, quando uma menina de 11 anos pediu ao juiz da cidade – com o apoio dos pais – o direito de ser educada em casa. De acordo com o G1, o pedido foi negado e a justificativa do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) foi que ir à escola era importante para a criança socializar.

Andrea explicou para a gente que o “homeschooling” surgiu em outros países para atender a demanda de pais que não estavam satisfeitos com o método de ensino aplicado nas escolas públicas ou privadas. Estados Unidos, Espanha, Chile e Finlândia são alguns dos países adeptos à prática, mas a maioria têm exames para controlar o avanço acadêmico dos alunos.