“Houve negligência”, diz delegado sobre menina que caiu do 4º andar

Uma criança caiu da janela do apartamento e faleceu na noite de sexta-feira, 8 de abril, em Chapecó, Santa Catarina

Resumo da Notícia

  • Uma menina faleceu após cair da janela do 4º andar de um apartamento em Chapecó, Santa Catarina
  • A mãe e o padrasto deixaram a criança sozinha e saíram para comprar o jantar
  • O delegado responsável pelo caso acusou o casal de negligência

Luna Victorique Zabatiero Carlota, de 5 anos de idade, morreu na última sexta-feira, 8 de abril, após cair do quarto andar de prédio em Chapecó, em Santa Catarina. De acordo com o delegado responsável pelo caso, houve negligência por parte da mãe e do padrasto da menina.

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Luna caiu da janela do 4º andar que não tinha tela de proteção (Foto: Reprodução/ Facebook)

Ainda não foi tipificado os por qual ou quais crimes os responsáveis irão responder. “O que eu posso afirmar nesse momento é que houve negligência, com certeza. Tendo em vista que o apartamento era no quarto andar. Não havia tela de proteção. E Luna ficou alguns minutos sozinha”, comentou o delegado Éder Matte, em coletiva de imprensa.

O que já havia sido dito pelos vizinhos, foi confirmado pelos casal. Eles confessaram que costumava deixar, em alguns dias, a menina sozinha em casa. “A mãe afirmou que sim, a criança ficava sozinha em casa em alguns momentos. Períodos curtos. Principalmente em alguns momentos que o padrasto ia levar a esposa até o trabalho.  Cerca de 15 a 20 minutos”, disse a autoridade policial.

Na noite do acidente

Na noite em que Luna faleceu, o casal tinha saído para comprar o jantar e produtos para confeitaria — a mãe de Luna estava produzindo doces para serem vendidos na Páscoa. O casal deu alguns motivos por não terem deixado a menina sozinha: eles tinha uma moto, impossibilitando irem os três ao mesmo tempo; a mãe não poderia ficar em casa com a filha porque o marido não saberia identificar alguns produtos específicos para a produção dos doces.

Em relação à tela de proteção, que não havia em nenhuma janela na casa, o casal afirmou que não tinha condições financeiras de comprar o equipamento.