Intolerância à lactose: tire suas dúvidas com o pediatra Dr. Claudio Len

Ele é médico do departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, e é nosso braço direito quando surge alguma dúvidas sobre a saúde do filho

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Dúvidas sobre intolerância à lactose? O dr. Claudio Len, médico do departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, é pai de Fernando, Beatriz e Silvia, e é nosso braço direito quando surge alguma dúvidas sobre a saúde do filho.

Os sintomas da intolerância à lactose são distensão abdominal (conhecida como “barriga estufada”), cólicas, diarreia intermitente, aumento na produção de gases e necessidade “urgente” de evacuar. Eles são bem menos comuns na infância, uma vez que essa doença resulta na diminuição lenta e geneticamente programada da atividade da enzima
lactase, que digere a lactose, açúcar presente em praticamente todos os leites existentes. Ou seja, os sintomas são bem mais comuns na fase adulta e não adianta retirar a lactose da dieta para prevenir a doença, mesmo que haja predisposição. Ao longo dos primeiros anos de vida a atividade da lactase vai diminuindo, até que ela se torne definitivamente insuficiente para digerir a lactose.

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Em algumas situações, como nas infecções intestinais, a intolerância é transitória e volta ao normal com o tempo. No meu dia a dia recebo inúmeras crianças com restrição na ingestão de leite e seus derivados sem qualquer comprovação laboratorial, sendo que eles são a principal fonte de cálcio na dieta e sua privação pode levar à osteoporose na vida adulta, com consequências diversas. Portanto, retirar a principal fonte de cálcio da dieta sem que haja suplementação adequada, não deve ser costume. Os pais devem estar atentos, especialmente pelo fato da lactose não ser causa de alergia ao leite, ou mesmo estar relacionada à produção de secreção nas vias aéreas, como alguns profissionais costumam orientar de maneira errônea.

Tenho intolerância à lactose e estou grávida. Meu bebê pode ter também? (Adrieli Weiss, mãe de Théo)

A intolerância à lactose está relacionada a uma herança genética. Ou seja, você vai passar esse traço genético para o seu bebê, mas isso não quer dizer que ele vai ter a doença. Ele pode ou não desenvolver os sintomas ao longo da vida, sendo que a chance aumenta com o tempo. Não é recomendado que você faça teste genético no seu filho sem sintomas gastrointestinais, pois isso só vai complicar a vida dele (e a sua).

O leite fazia minha fi lha passar mal, então tirei o ingrediente por conta própria. A intolerância passa depois de um período ou é pra sempre? (Maria Nobre, mãe de Gabriel e Stella)

A suspensão da lactose da dieta com alívio dos sintomas é um forte indício de intolerância, mas recomendo que
você consulte o seu pediatra, que é o profissional indicado para determinar qual o tipo de intolerância. Por outro
lado, retirar o leite da dieta sem uma orientação médica é um erro comum dos pais, e tem implicações diversas
no desenvolvimento das crianças.

A intolerância pode ser adquirida ou você nasce com ela? Manchas no corpo podem ser sinal? (Suza Mara, mãe de Denise)

A intolerância congênita à lactose, manifesta-se logo nos primeiros meses de vida, está associada a sintomas graves e é muito rara. O tipo mais frequente é a intolerância primária à lactose, que é incomum antes dos 6 anos de idade. Ressalto que a doença causa apenas sintomas gastrointestinais. Portanto, manchas na pele nunca estão relacionadas a essa doença.

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