Criança

Já pensou que talvez não seja boa ideia levar seu filho ao shopping sempre?

Nossa colunista Patricia Broggi explica o porquê

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: Getty Images)

Você não pode transformar isso em uma programação fixa de finais de semana (Foto: Getty Images)

Ir ao shopping é um dos programas familiares mais famosos dos fins de semana, mas é preciso ensinar às crianças quando as compras são realmente necessárias. Patricia Broggi, mãe de Luca e Tiago e colunista da nossa revista, sempre fala sobre economia com a gente. Dessa vez, ela questiona se os seus filhos devem ou não ir ao shopping com você. Veja:

Depois de muito tempo sem ir ao shopping no domingo – evito por conta de sempre estar muito cheio –, fui ao cinema com meu marido e meu filho Tiago, hoje com 19 anos. Era uma sessão de final de tarde, então encontramos pelos corredores muitas famílias.

Fiquei impressionada com a quantidade de crianças de diversas idades entrando e saindo das lojas. Algumas delas tinham acabado de aprender a andar, ganharam amplitude da visão do alto de suas perninhas a vários centímetros do solo e desequilibravam-se desembestadas se familiarizando com o ambiente.

Claro, elas não estavam comprando, mas estavam à vontade, como se estivessem em suas casas. Foi aí que me lembrei de vários textos de especialistas que li quando meus filhos eram pequenos, criticando o fato de os shoppings terem se tornado um destino de lazer para crianças tão pequenas.

Entendia os argumentos desses especialistas, mas também lembrava de alguns contra-argumentos. Minha prima Ana Paula, por exemplo, morou no interior e dizia que o shopping era uma ótima área ar-condicionada para passear e se esconder do calor. Uma outra amiga que tinha três filhas e rotina megacorrida, dizia que era lá que resolvia algumas compras do dia a dia.

Tinha quem defendia que era um lugar para toda a família. Outros enalteciam a segurança. De certa forma, todos tinham razão. Foi a questão de “ensinar o valor do dinheiro” para meus filhos que me fez restringir as idas ao shopping naquela época.

Acho que o ato de fazer compras deve ser uma tarefa entre tantas outras com seus filhos. Não pode ser excluído porque fará parte da vida deles para sempre e tudo que é proibido ou banido acaba sendo atrativo, mas também não pode ter uma frequência maior ou repetitiva. Ou seja, pode ser uma atração de um fim de semana, mas não de todos os fins de semana.

Os filhos devem aprender que compras são feitas quando necessárias e não por impulso ou por tentação, o que geralmente acontece se o programa for ver vitrines. Se a ideia for ver um filme ou almoçar e o shopping for o destino, ok, o jeito é restringir o passeio àquela atividade. Nada de dar um pulinho em uma loja.

E aí usar a imaginação para criar outros tipos de passeio, por que o shopping, vamos e venhamos, é uma opção automática e muito pouco criativa.

Leia também:

Vídeo: criança fica presa em máquina de brinquedos de shopping

Mãe é expulsa de shopping por amamentar seu filho

Aprenda como ensinar que as coisas custam caro para o seu filho