Criança

Julho: é hora de ir… para a escola!

Isso mesmo: é possível encontrar opções de atividades divertidas oferecidas pelas escolas para crianças de diversas capitais do país

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Férias! Férias é tempo de alegria, de brincadeiras sem hora para acabar, de lanche da tarde, de bicicleta com amigos, de brincar com pai e mãe, de acordar tarde… Bem, nem sempre é assim. O cenário de algumas crianças tem sido jogar vídeo-game e assistir TV o dia todo, pois, cada vez mais, encontramos pais e mães que trabalham no período de recesso escolar de julho e que, por isso, não podem estar com as crianças durante o dia. Com o coração apertado, sentem-se culpados, pensando “e agora?”. Mas, não precisa ser assim. Muitas escolas já oferecem atividades lúdicas e divertidas para acolher as crianças nas férias. Algumas delas abrem as portas, inclusive, para crianças que não são alunas.

Aí vem a pergunta: será que é uma boa mesmo deixar os filhos na escola quando, teoricamente, era para estarem fora dela?

Veja aqui alguns motivos para você descobrir que sim, é uma ótima opção, e está cada vez mais diversificada – e, melhor, é possível encontrar atividades no Brasil todo, especialmente nas capitais.

Na escola, mas com tudo diferente

Para quem pensa que o filho vai ficar entediado por freqüentar a escola em plenas férias de Julho está enganado. A promessa é de muita atividade, práticas de esporte, atividades lúdicas e estimulantes para crianças de 0 a 13 anos, aproximadamente. Os diretores se dizem animados e extremamente positivos com os cursos oferecidos para as crianças.

Tudo é pensado para afastar a ideia de ‘compromisso’. Para começar, as crianças não podem ir de uniforme. Devem usar roupa para dar um ‘ar diferente’ ao ambiente. Além disso, nada que seja atividade pedagógica, relacionada ao aprendizado do colégio, é realizado nos cursos de férias. “Em nossa escola, por exemplo, as crianças começam cedo, tomam café da manhã reforçado, fazem recreação, dormem um pouco à tarde e se divertem. Até o berçário possui uma mudança nos hábitos! Os bebês terão momentos de fazer movimentos com o corpo, tem as mãozinhas molhadas com tinta e assistem filminhos”, conta Viviane Pavanelo, coordenadora da escola Scalenus, em São Paulo, mãe da Giovana e da Beatriz. Segundo ela, a maior parte dos alunos da escola participa e os pais são bastante ativos e participativos, acompanhando tudo também pela página do Facebook criada pela escola, onde colocam fotos das crianças e das atividades realizadas durante o dia “Ah! Os pais adoram… Eles acompanham como podem, olham as fotos, comentam e cobram a gente quando alguma coisa não está postada”, conta Viviane.

E para quem ainda tem dúvidas se deixa os filhos com a avó, babá, ou se coloca as crianças nos cursos de férias das escolas, a Myriam Tricate, diretora pedagógica da Escola Magno/Mágico de Oz, em São Paulo, afirma “Os alunos têm oportunidades incríveis. Aqui na escola a gente realiza atividades para as idades em suas diferenças. Eles vão ter oportunidades super legais, como aulas de esgrima, natação, circo, culinária… Um leque de propostas diferentes, que mesmo com pai e mãe, com avó, eles não teriam a mesma oportunidade. Aqui na escola, eles têm piscina aquecida, circo, sala de teatro… Eles adoram ficar aqui, mas a gente sai também. Vamos ter atividades ao ar livre. É maravilhoso, só vejo benefícios”.

Curso de férias: um lugar para sociabilizar e conhecer coisas novas

Parece brincadeira, mas não é. A diversão preparada pelos profissionais da educação para os cursos de férias também proporcionam aprendizados para os pequenos.  Myrna de Barros Lima Ibrahim, mãe da Melissa, da Beatriz e da Isabela, diretora pedagógica do colégio Santo Ivo, em São Paulo, defende a participação das crianças nos cursos de férias. “Eu acho muito mais saudável. Trabalham a sociabilidade, recebem uma energia boa. Sempre coloquei minhas filhas para participar, acho muito positivo”, conta.

Na escola onde Myrna trabalha, as férias são fechadas apenas para alunos. Lá, eles têm aula de culinária, festas temáticas e fazem atividades de artesanato, preparando brinquedos com as próprias mãos; tudo coordenado, claro, por professores e auxiliares. “Aqui, as crianças preparam coisas e levam para casa. Como na festa junina: elas fazem uma boca de palhaço para brincar com os pais em casa. É uma forma que encontramos de fazer a interação, para que os pais possam curtir com as crianças, durante o tempo que estão presentes”.

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E aquela culpa que bate nos pais por não poderem estar com os filhos nas férias? Bem, pode dizer adeus a ela. Isso quem fala é a diretora pedagógica Myriam Tricate, que afirma que a alegria das crianças mostra que não é preciso este tipo de preocupação. “Os pais, às vezes, se sentem culpados por não estarem com os filhos. Mas, ah! É uma alegria só! E no dia que fazemos a ‘festa do pijama’? As crianças dormem na escola, a gente constrói barracas com lençóis dentro das salas e quadras… Os professores de educação física fazem caça ao fantasma, nossa! Os pais ficam felizes ao ver a empolgação dos pequenos”, conta Myriam.

Outras fronteiras

As atividades de férias vão além da sala de aula. Vão a praças, cinemas, shoppings, campos para acampamento… e vão para outros países também! Os alunos do Colégio Santo Américo, de São Paulo, participam de viagens para os Estados Unidos e Hungria, para participar de torneios e campeonatos de futebol e basquete. “Os alunos entre 12 e 13 anos fazem essa viagem anualmente e têm a oportunidade de participar dos torneios, conhecer outras culturas, conversar com crianças do mundo todo, conhecer lugares diferentes… e ainda treinam seu inglês”, enfatiza o diretor do colégio, Gedeon Lorante Geza Piller, pai do Mathias e da Cristina. A viagem para os EUA este ano é exclusivamente para os meninos, que jogam em dois ou três torneios, conhecem o Parque da Disney, tudo acompanhado pelo treinador e professor de educação física. “Nossa, ficam empolgadíssimos! Essa viagem é esperada o ano todo… Os irmãos mais novos ficam doidos para chegar sua vez. É um momento muito gostoso, que proporciona momentos incríveis durante por quase todo o período de férias”, diz Gedeon.

Mas, as meninas não ficam de fora não. Para as pequenas entre 11 e 12 anos, que praticam a ginástica olímpica na escola, tem os cursos e oficinas oferecidas nos EUA por profissionais. “Já imaginou que coisa maravilhosa para elas? Oportunidade para aprender mais do esporte com ex-profissionais, os melhores do mundo, e poderem  conhecer pessoas de tudo quanto é lugar do mundo?”.

Já a viagem para a Hungria, para conhecer as origens do colégio, que é de tradição húngara começarão este ano, mas já houve procura. . Os alunos vão para Budapeste, conhecer a cidade, o Mosteiro de