Justiça: Menina de 11 anos, que engravidou de estuprador, realiza aborto

O procedimento foi realizado no mesmo hospital que já havia negado, em Santa Catarina

Resumo da Notícia

  • Meninas de 11 anos que foi estuprada faz aborto
  • O caso teve grande repercussão, no início dessa semana, após a juíza negar o procedimento para a criança
  • De acordo com o Código Penal, o aborto é autorizado em apenas três situações no Brasil: no caso de gravidez decorrente de estupro, quando há risco à vida da mulher e no caso de anencefalia do feto

A menina catarinense de 11 anos, que engravidou após ser estuprada, conseguiu realizar o aborto, na tarde desta quarta-feira. A informação foi divulgada, na tarde de hoje, pelo Ministério Público Federal. A Pais&Filhos procurou a assessoria do hospital para ter notícias do estado da saúde da menina e aguarda notícias.

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A Hastag Criança Não é Mãe foi uma das mais usadas essa semana na internet (Foto: Reprodução / Getty Images)

De acordo com o Código Penal, o aborto é autorizado em apenas três situações no Brasil: no caso de gravidez decorrente de estupro, quando há risco à vida da mulher e no caso de anencefalia do feto. Fora isso, o procedimento é considerado crime.

Em nota, o Ministério Público Federal explica que foi procurado pelo hospital, no prazo estabelecido, devido a demanda da paciente e sua representante legal e adotou as providências para a interrupção da gestação da menor. E lamenta também a triste situação ocorrida e reafirma seu compromisso em zelar pelo efetivo respeito aos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal.

O caso teve grande repercussão, no início dessa semana, após o procedimento ser negado para a criança. A menina, que descobriu a gravidez na 22ª semana, teve o procedimento recusado em um hospital da cidade e pela juíza Joana Ribeiro Zimmer em uma audiência, no dia nove de maio. A magistrada não deu o aval e ainda que tentou convencer a criança de desistir do aborto. “Eu queria saber como você está se sentindo em relação à gravidez, me conta. Tá bem? Sente dor? Tu sente dor do bebê mexer? Ele chuta?”, disse a juíza. A magistrada ainda fez um pedido para que a vítima mantivesse a gestação por mais “uma ou duas semanas”, para aumentar a sobrevida do feto.

Importante lembrar que este mesmo hospital havia recebido recomendação do MPF para realizar o procedimento nos casos autorizados por lei, independentemente de autorização judicial, idade gestacional ou tamanho do feto.