Criança

Mãe compartilha relato de quase afogamento do filho após ser salvo por irmã de 4 anos

Mãe conta relato de quase afogamento de seu bebê - Mãe conta relato de quase afogamento de seu bebê (FOTO: Reprodução / Instagram / @sarahlphilpot)
Mãe conta relato de quase afogamento de seu bebê (FOTO: Reprodução / Instagram / @sarahlphilpot)

Publicado em 17/11/2021, às 13h50 - Atualizado às 14h58 por Redação Pais&Filhos


Que toda atenção é necessária com as crianças, todos sabem. São em momentos de distração que acontecem as tragédias, e não foi diferente com Sarah Philpott, que presenciou o quase afogamento de seu filho enquanto checava as notícias do dia. Sarah é escritora e mãe de quatro filhos, segundo seu relato, seu bebê de um ano quase se afogou em um tanque de peixes.

“Essa é uma daquelas histórias pessoais que me dói expor. Mas eu espero que isso ajude as pessoas a terem certeza de que as suas conexões cara a cara estão postas acima das virtuais”, desabafou Sarah na comunidade virtual Today Parenting Team.

Mãe conta relato de quase afogamento de seu bebê
Mãe conta relato de quase afogamento de seu bebê (FOTO: Reprodução / Instagram / @sarahlphilpot)

Sarah contou que tudo aconteceu na fazenda da família, em Tennessee, e que Beckhan estava brincando de correr pelo milharal, enquanto a mãe fazia seus trabalhos. “Meus olhos iam para as abóboras, para a mesa, para as crianças e vice-versa. Mas o meu telefone também estava perto e chamou atenção para pegá-lo”, comentou.

Após o momento de distração, ela relata que ouviu o grito de sua filha Sophie, de quatro anos, e quando correu até o local, encontrou a filha segurando a parte de trás do pijama do bebê, que acabou caindo dentro da lagoa de peixes. Após o acidente, Sarah relata que pensou “E se Sophie não estivesse lá? E se ela não fosse tão independente e capaz? E se…?”, escreveu. A mensagem a que mãe passou é de atenção e cuidado com as crianças, são em segundos que tragédias acontecem.

Afogamento infantil: como prevenir esse tipo de acidente

No Brasil, os afogamentos são a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos*. E a grande maioria deles acontece quando ignoramos os riscos e não respeitamos os limites. Como as crianças não têm maturidade e nem noção do que pode ser perigoso ou não, cabe aos pais e responsáveis orientar e supervisionar o tempo todo. Especialmente porque o afogamento nem sempre acontece só em piscinas ou praias.

As crianças, principalmente as menores, podem se afogar em baldes, bacias e até no vaso sanitário. Quando são pequenas, a cabeça e os membros superiores das crianças são mais pesados que o restante do corpo. Fica fácil perder o equilíbrio, cair e depois não saber como levantar. Por isso mesmo, todo cuidado é pouco.

“Cuidar não é só ficar olhando. É muito mais do que isso. Para tomar conta mesmo, é preciso abrir mão da diversão, do celular… Porque, depois que o acidente acontece, não tem mais volta”, alerta o pediatra Marco Antônio Chaves Gama, pai de Bruno e Gabriela e presidente do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Apesar de comum, o afogamento infantil pode ser evitado com atitudes muito simples. O primeiro passo é sempre supervisionar e orientar sobre os riscos. A seguir, listamos o que você pode fazer para manter seu filho em segurança:

  • Evite deixar brinquedos perto da piscina ou dentro d’água. Eles podem chamar a atenção das crianças e fazer com que elas se arrisquem para pegá-los. Assim que acabar a brincadeira, recolha tudo;
  • Antes de entrar na água, explique sobre os riscos de ralos e bombas de sucção. Mostre para a criança onde eles estão localizados naquela piscina. Se seu filho tem o cabelo mais comprido, prenda num rabo de cavalo ou use touca de natação;
  • Explique que brincadeiras de empurrar, pular e prender a respiração debaixo d’água não são legais e nunca devem ser feitas;
  • Se possível, instale barreiras que dificultem o acesso à piscina. Podem ser cercas, muros ou portões, que de preferência possam ser fechados com chaves ou cadeados. As capas de piscina até garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Para crianças menores de 6 anos, prefira escolas e creches sem piscina.

Essas dicas de proteção são focadas para evitar casos de afogamentos atrelados à piscinas – na sua casa ou em outro local que você frequenta com a sua família. Veja mais sobre o assunto, como evitar esse tipo de acidente e o que fazer caso o seu filho se afogue.


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