Mãe de 3 filhos é a mais estressada de todas, afirma estudo

Você concorda com a pesquisa?

Mãe de três é a mais estressada (iStock)
Mãe de três é a mais estressada (iStock)

O primeiro filho desencadeia uma séries de sentimentos nas mães, e um deles pode ser o de aumentar a família. Mas, se prepare, por que aquele velho ditado “um é pouco, dois é bom, mas três é demais” nunca foi tão verdadeiro. 

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Segundo uma pesquisa divulgada pelo ‘Today’, a mãe de 3 crianças chega a ser mais estressada que a de 1, 2 e até 4 crianças. A partir do quarto filho a mulher começa a relaxar de novo. Isso é chamado de Efeito Duggar e, segundo o psiquiatra Janet Taylor, com 4 ou mais filhos a mãe atinge um nível crítico de crianças, fazendo a vida parecer mais fácil, pois não existe espaço na cabeça dela para ser perfeccionista

7.164 mães participaram do estudo nos Estados Unidos desde 2013 e foi usada uma escala de 1 – 10 para medir o estresse, sendo 10 o nível mais intenso. A média no EUA ficou em torno de 8,5 e os motivos do nervoso eram variados, desde problemas financeiros, exigências em relação a casa e até trabalho. 75% das vezes a cobrança vem da própria mães. O especialista ainda explicou que quanto mais filhos a mulher tem, ela fica mais confiante com suas habilidades. 

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Há controversas 

Em contrapartida um estudo de cinco anos realizado pela Universidade Edith Cowan de Perth, Austrália, afirmou que as família grandes aproveitam as melhores satisfações da vida. A professora da Escola de Psicologia e Ciência Social, Bronwyn Harman, fez várias perguntas para diferentes pais  de diferentes tipos de família quanto à questões sociais, de adversidade e de auto-estima, de acordo com a ABC.

De acordo com a pesquisa, as família com quatro ou mais crianças fizeram a melhor pontuação em todas as áreas. O segundo maior resultado, separado por apenas 0,25%, foram pais que se identificaram como lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros (LGBTQ).

(Foto: Shutterstock)
(Foto: Shutterstock)

As vantagens apresentadas foram que as crianças têm maior suporte dentro da própria família, sempre alguém com quem brincar e ficam independentes mais cedo. Já as desvantagens são em relação à qualidade de tempo com cada filho e as despesas altas. Segundo Dra Harman, “os pais aceitam que existe um caos em suas vidas, mas não negam a felicidade que tiram de suas família”.

Apesar de ter comprovado que a maioria das famílias grandes foram planejadas, a pesquisa também mostrou que essas mesmas famílias são constantemente questionadas quanto à sua religião, se têm televisão em casa ou se as crianças são do mesmo pai.

Jeni Bonell tem 16 filhos, de 1 a 25 anos, e disse que sua enorme família  faz dela e do seu marido muito felizes. “Nós nos esforçamos bastante para garantir que todo mundo tenha um tempo individual com o pai e a mãe, mas eles também têm um suporte incrível dos irmãos.”

E ela ainda afirma que gostaria de ter mais filhos. “Nós temos todas essas pessoas, rimos e contamos muitas piadas, é muito divertido.”

Através da pesquisa, Harman constatou que as pessoas podem sem bons pais independentemente do seu sexo, idade, status de relacionamento, sexualidade ou renda. “Relaxem, o importante para as crianças são coisas como consistência, limites e saber que são amados, não importa o que aconteça.”

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