Mãe de Henry cai no choro durante depoimento do pai do menino

Aconteceu a primeira audiência para falar sobre a morte do menino e Monique ficou chorando durante a fala de Leniel

Resumo da Notícia

  • O julgamento do caso Henry começou
  • O pai do menino fez um depoimento
  • A mãe de Henry se chorou durante a fala

O julgamento da professora Monique Medeiros e do ex-vereador Dr. Jairinho, que foram acusados pelo assassinato de Henry Borel, de 4 anos, em março deste ano. Henry era filho de Monique e enteado de Jairinho. Na primeira audiência, que ocorreu nesta última quarta-feira, 6 de outubro, o pai do menino, Leniel Borel deu um depoimento que fez a mãe de Henry chorar.

-Publicidade-
Thayna afirmou que era manipulada por Monique
Monique chorou durante o depoimento de Leniel(Foto: Reprodução/ G1)

“Ele se agarrava ao travesseiro pra não ir embora com ela. Ela começou a me ligar pra pedir ajuda, porque nos fins de semana, ele não queria voltar pra casa. Eu conversei com ele. Eu fui falar pro Henry que a mãe estava lá embaixo e ele se agarrou no travesseiro falando ‘Não, papai, não quero ir’. Quando ele viu a Monique, começou a chorar. A avó, dona Rosangela, conversou, chamou ele pra ir na praia. Ela desceu com ele pra praia, e depois foram embora”, disse Leniel.

Os pedidos para não ver mais a mãe aconteceram mais vezes e Henry contou ao pai que o “tio Jairinho” o abraçava muito forte: “No sábado, dia 6, eu peguei meu filho na casa do Jairinho. Quando eu peguei ele, ele me disse: ‘papai, eu não quero mais voltar para a casa da minha mãe, não quero’. Mas ele não dizia o porquê. Eu liguei pra Monique, ela disse que não tinha nada acontecendo e eu disse: ‘Monique, e se tiver alguma coisa acontecendo?’. Ela disse: ‘Eu mato o Jairo, Leniel!’”.

O pai ficou emocionado ao falar dos últimos momentos que viveu com o filho. Ainda afirmou que uma das últimas coisas que o garoto lhe disse foi: “A mamãe não é boa”. “Quando eu fui falar com ele que no dia seguinte tinha escola, ele me pediu pra não ir, que por favor não, que no dia seguinte ele iria, e aí eu falei que a gente podia ir pra casa da avó, só que eu já tinha combinado com a Monique. Quando no caminho ele percebeu que estava indo ao encontro da mãe, ele começou a chorar muito e vomitar. Eu falei ‘vai filho, a mamãe é boa’. E ele disse: ‘a mamãe não é boa’. E eu perguntei o que estava acontecendo e ela diz que é uma questão da casa, e pergunta pro Henry se ele quer ajudar a mamãe a achar outra casa. Ele foi, chorando muito. Foi a última vez que vi meu filho”, relatou.

Babá muda depoimento

Thayna Oliveira Ferreira integrou o time de pessoas que foram ouvidas na primeira audiência sobre a morte de Henry Borel que aconteceu ontem, 6 de outubro. A babá foi a última a prestar depoimento e, mais uma vez, mudou a versão apresentada à polícia. Agora, ela afirma que nunca viu Dr. Jairinho agredir Henry.

Antes de falar com as autoridades, Thayná chegou a pedir que Monique que deixasse a sala de julgamento. Então, a babá afirmou que estava sendo manipulada pela mãe de Henry este tempo todo. “No meu entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa”.

Além disso, ela ainda desabafou sobre “se sentir usada” por Monique. “Me senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato”.

Outras versões

A babá do menino Henry Borel prestou depoimento à polícia na 16º DP da barra da Tijuca na segunda-feira, 12 de abril. Thayná Oliveira Ferreira, admitiu que a mãe do menino Monique Medeiros, sabia das agressões e que havia pedido para ela mentir em um primeiro depoimento. Ela ainda negou que tenha recebido algum tipo de pagamento por isso.

De acordo com informações do G1, Thayna contou que desde que começou a trabalhar para o casal —  no dia 18 de janeiro —  ela teria presenciado três episódios de agressão que Henry sofreu de Jairinho, que aconteceu no mês de fevereiro.

Um dos primeiros episódios foi no dia 2 de fevereiro, quando Monique estava no futevôlei. Segundo a babá, Henry teria chamado pela mãe, então Jairinho saiu do quarto do casal e foi até onde estava a criança. O padrasto chamou a criança de mimada e em seguida levou o menino para conversar no quarto do casal, onde passaram cerca de 30 minutos com a porta fechada.

Babá de Henry mudou o depoimento
Babá de Henry mudou o depoimento (Foto: Reprodução/ TV Globo)

No mesmo dia a babá disse que após a escola e na brinquedoteca, Henry não quis brincar com as outras crianças, pois estava com dor no joelho. Ela ainda afirmou que avisou Monique, que disse que o filho poderia estar inventando.

Já no dia 12 de fevereiro —  mesmo dia em que a babá mandou as mensagens para Monique  —  Thayná disse que Jairinho ficou 10 minutos com Henry trancado no quarto. Quando o garoto saiu, reclamou de dor no joelho e ao questioná-lo sobre o que aconteceu, o menino disse para a babá que tinha sido por causa da ‘banda’, sem dar detalhes. Logo em seguida o padrasto saiu e Henry disse que u as agressões sempre acontecia, mas que Jairinho mandou não contar se não ‘ia pegar ele’.

Na última semana de fevereiro ela presenciou o terceiro episódio. Segundo Thayná, Jairinho chegou inesperadamente e chamou Henry para o quarto. Quando o menino saiu, ela tentou perguntar o que tinha acontecido e após relutar para responder, Henry disse que havia caído da cama e estava com a cabeça doendo.