Mãe denuncia professor por maltratar filho deficiente em sala de aula

O docente pegou a dobradura, amassou e jogou no lixo, conforme Vânia Mara Yamaguti Dutra, responsável pelo menino

Resumo da Notícia

  • Menino tem atraso de desenvolvimento
  • Professor maltrata o estudante constantemente
  • Cansada, a mãe do menino publica denúncia em rede social
  • Secretaria de Estado de Educação diz estar atenta ao caso
Denúncia da mãe (Foto: Reprodução / Rede Social)

A mãe de um estudante de 9 anos da Escola Estadual Elia França Cardoso, no bairro São Conrado, região sudoeste de Campo Grande, fez uma denúncia numa rede social contra um dos professores do menino, na qual dizia que o professor amassou e jogou o brinquedo do filho dela no lixo.

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O G1 entrou em contato com a diretora do colégio e ela disse não ter autorização para dar entrevista, mas que a escola já estava resolvendo essa situação, tanto com a mãe quanto com a Secretaria de Estado de Educação (SED).

De acordo a mãe, Vânia Mara Yamaguti Dutra, de 45 anos, o menino tem um atraso de desenvolvimento. “Ele tem uma falha no cérebro, que faz ele ter idade mental de 5 anos, atualmente. Isso atrapalha o desenvolvimento, só que ele estuda nessa escola há dois anos e eles sabem do problema, não tem como falar que não sabiam. Há dois dias, conversei com a coordenação e falei que esta mesma pessoa gritou com ele. Assinei um papel e agora, com essa nova reclamação dele, foi a gota d’água”, explica.

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Na última terça-feira, 10 de março, Vãnia disse que o filho chegou da escola e viu um vídeo de dobradura na internet, quando ela deu papel, tesoura e cola a ele. No dia seguinte, o garoto levou o brinquedo e deixou em sua carteira, porém dois colegas de classe tiraram sarro disso, então o professor pegou a dobradura, amassou e jogou no lixo, de acordo a mãe.

“Meu filho conseguiu fazer tipo um brinquedo, que ele encaixava os dedos e falou que era o dragão dele. Tinha até uns dentes feios que ele desenhou, estava mal colado, mas, ele me dizia que ia ser o médico do bichinho dele, que ia consertar aqueles dentes. Foi a primeira vez que ele fez um brinquedo, cantava, mostrou para os vizinhos e pediu pra não deixar molhar enquanto ele tomava banho. No outro dia, aconteceu toda essa situação com o professor e ele chorou muito”, acentuou.

Professor amassa e joga dobradura do menino no lixo (Foto: Arquivo Pessoal / Vânia Yamaguti)

Segundo a mãe, o estudante não estava recebendo o atendimento adequado e por isso ela fez a denúncia. “Ele chega em casa direto e fala: ‘mãe, o prô fez isso. Mãe, o pro fez aquilo’. É complicado, nesse dia eu peguei o cachorro e fui caminhar em uma praça pra ele ir me contando tudo. Não aceito isso, sou mãe. Agora ele não quer mais estudar e tem esse direito, é um menino que não sabe ler e mal escreve, só que ele conhece todas as letras. Estou aguardando vaga dele para tratamento pela Pestalozzi”, fala.

Hoje, quinta-feira, 12 de março, a SED informou que tomou conhecimento do caso e está acompanhando os desdobramentos da Coordenadoria de Gestão Escolar (Coges) para a tomada das providências necessárias.

A assessoria de imprensa do governo do estado realçou que existem os canais de comunicação para denúncias, como o Fale Conosco e a ouvidoria, que pode ser acessada pelo site: sed.ms.gov.br ou então o telefone (67) 3318 – 2200 e o 3318 – 2276.

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