Criança

Mãe desabafa sobre o uso da ‘mochila coleira’ nas crianças: “Me permitiu ser mãe com confiança”

Laurel Niedospial, contribuidora do Pop Sugar, compartilhou sua experiência

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

 

mochila-coleira

Nos dias atuais, alguns pais adotaram ao uso da famosa “mochila coleira” para sair com os filhos em lugares públicos. Isso porque assim que a criança começa a andar, você pode acabar perdendo um pouco do controle da situação. Mas o uso deste acessório vem causando algumas polêmicas nas redes sociais e divide opiniões. Pensando nisso, Laurel Niedospial, contribuidora do Pop Sugar, escreveu um relato contando sua experiência com a “coleira”. Vem ver:

“No passado, muito antes de eu e meu marido decidirmos ter filhos, eu costumava julgar descaradamente os pais que usavam uma coleira nos filhos. Há esse sentimento de que a criança está sendo tratada como um animal de estimação, ou pior, que é uma maneira do pai não ter que prestar muita atenção no filho. Estes eram todos os pensamentos que eu tinha e jurei que nunca usaria uma.

Então eu tive meu filho.

Quando ele nasceu, percebi o quão emocionalmente os pais estão ligados aos filhos. Acontece que meus pais estavam 100% corretos quando me disseram que eu nunca entenderia o quanto um pai pode amar até que eu me tornasse mãe. Você faria qualquer coisa para protegê-los e, para alguns pais, isso significa usar uma coleira para sair em público.

Meu filho nunca gostou de segurar minha mão por longos períodos de tempo. Essa postura foi ainda mais forte quando ele estava aprendendo a andar e se tornou especialmente contra quando descobriu como correr. Para ele, segurar minha mão significava que eu estava diminuindo a velocidade quando ele queria desesperadamente andar rápido.

O desenvolvimento da fala também foi um problema. Ele entendia as palavras “não” e “pare”, mas não necessariamente o peso de importância por trás delas. Museus, parques e a espera do metro se transformaram em uma batalha de vontades entre mim e meu filho que queria correr enquanto eu lutava para acompanhá-lo. Como ele ainda não sabia que precisava obedecer minhas ordens, havia momentos assustadores em que ele ria e corria para fora da minha vista.

Eu estava cansada.

Usar uma “mochila coleira” me deu uma sensação de segurança em um mundo às vezes perigoso e assustador. Não há nada tão aterrorizante quanto caminhar com uma criança que gosta de de repente pular em uma plataforma de metro. Esses erros de um segundo podem ser fatais. Não querendo arriscar, a coleira foi uma mudança de vida.

Enquanto ele não me aceitava segurando a mão dele, ele amava ter a própria mochila. Ele colocava uma garrafa e alguns lanches lá, a coleira ficava na minha mão e nós passeávamos. Lentamente, ele começou a aprender e entender instruções e, depois de seu segundo aniversário, ele não precisava mais da mochila.

As pessoas julgam, eu entendo. O que não entendo é a falta de vontade das pessoas em aceitar que os pais possam realmente saber o que é melhor para seus filhos. As pessoas podem querer usar uma coleira. Se outra pessoa não quiser usar, também é uma política totalmente aceitável. Como mãe de um ex-arteiro, estou tão feliz por ter uma ferramenta que me permitiu ser mãe com confiança”.

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