Criança

Mãe descobre câncer na filha por pequeno detalhe e faz alerta: “Você nunca acha que vai acontecer”

Indiana foi diagnosticada quando tinha 4 meses

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Indiana é irmã gêmea de Aurelia (Foto: Reprodução / PRESS ASSOCIATION)

A mãe Alison Lawler, de Londres, notou pela primeira vez um brilho estranho em um dos olhos de sua filha Indiana, quando ela tinha apenas 4 meses de idade. “Antes que ela fosse diagnosticada, eu e meu marido estávamos brincando que ela parecia um pouco vesga”, diz Alison em entrevista ao The Sun.

Após muitos exames, os médicos descobriram que ela tinha retinoblastoma: uma condição que afeta, na maioria das vezes, crianças menores de 6 anos. Alison disse que além do estresse de ser uma mãe de primeira viagem de gêmeas, ouvir a notícia de que uma delas tem câncer era aterrorizante: “Você nunca acha que isso vai acontecer com você”.

Indiana respondeu bem à quimioterapia e seu tumor diminuiu. Agora, ela passa algum tempo com um tapa-olho para tentar melhorar a visão do outro olho. Aurelia, irmã gêmea de Indiana, não apresentou sinais de câncer, mas está sendo observada por precaução.

Aurelia não apresentou sinais, mas está em observação (Foto: Reprodução / PRESS ASSOCIATION)

Alison fez um alerta para todos os pais em entrevista ao The Sun: “Peço a todos os pais que procurem os sinais de retinoblastoma, que podem incluir estrabismo ou brilho branco no olho”.

A condição do retinoblastoma não é hereditária e quase todas as crianças sobrevivem ao câncer, mas o diagnóstico precisa ser identificado cedo, para que a visão possa ser salva. Cerca de metade das crianças que são diagnosticadas com retinoblastoma precisam ter um olho removido para impedir que o câncer se espalhe.

Alison descobriu o câncer em Indiana por causa de um brilho branco nos olhos dela (Foto: Reprodução / PRESS ASSOCIATION)

Em entrevista ao The Sun, Patrick Tonks, chefe-executivo do Childhood Eye Cancer Trust, diz que o retinoblastoma é raro e que os sintomas são muito sutis, porque as crianças geralmente parecem estar se sentindo bem e isso dificulta o diagnóstico.

“Infelizmente isso pode levar a atrasos alarmantes e sabemos que um diagnóstico precoce pode oferecer mais opções de tratamento e um melhor resultado para a criança”, ele completa.

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