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Mãe e filha de 3 meses são expulsas de restaurante durante tempestade no RJ: “Não tinha para onde ir”

Flávia desabafou nas redes sociais sobre o ocorrido

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Flávia e Linda foram expulsas do estabelecimento (Foto: Reprodução / Facebook)

Durante a tempestade do Rio de Janeiro durante a noite de segunda-feira (8), um caso chocou as redes sociais. Uma mãe, junto com a filha de apenas três meses, foram obrigadas a sair do restaurante Empório Jardim, para que fechassem o mais cedo o estabelecimento.

Flávia Lopes usou o Facebook para desabafar sobre o ocorrido e relembrar a importância da empatia. “Quando aquele temporal desabou, logicamente não conseguimos sair e a atitude deles foi horrível e insensível.”, afirmou. “Ninguém em nenhum momento me deu um pingo de atenção diferenciada, acolhimento ou apoio. Ficaram pressionando para fechar a conta às 21h sendo q o horário normal de fechamento deles é às 22h.”, relembrou.

O celular de Flávia estava sem bateria, por isso, precisou usar o telefone fixo do estabelecimento para ligar para o marido. “Eu estava estava chorando dizendo que não tinha para onde ir. Em nenhum momento ninguém veio até mim, muito pelo contrário, os funcionários estavam arrumando tudo para fechar. Todas contas já tinham sido pagas, os funcionários já estavam com roupa trocada e só restamos eu, a Linda e uma outra moça”, por fim, conclui “A saga terminou às 3h da manhã quando meu marido buscou a gente e finalmente conseguimos chegar em casa”

O estabelecimento publicou uma nota e teve apoio de Flávia:

“Boa tarde a todos, meu nome é Branca e sou uma das sócias do Empório Jardim, falo em nome também das minhas duas sócias, Paula e Iona.  Estamos muito tristes, pois minha equipe falhou – e portanto, eu e minhas sócias também falhamos em acolher uma cliente, mãe e sua bebê, durante a chuva que acometeu nossa cidade. Essa mãe se chama Flávia e soubemos hoje, lendo os posts das redes sociais. Desde cedo estou tentando entrar em contato para entender melhor, poder agir – e acima de tudo, me desculpar pessoalmente. O que entendemos: a equipe avisou aos clientes que a casa fecharia e que não ofereceram a opção de que continuassem lá dentro pelo tempo que precisassem. Esta seria a nossa atitude e o nosso direcionamento. Flavia, não consegui ainda falar com você e saiba que jamais, em momento algum, estou questionando o que aconteceu. Estou realmente te pedindo desculpas: minha equipe errou – só para começar, em não perceber que você precisava de ajuda. Foram insensíveis ao dizer que a casa fecharia sem perguntar se você teria como sair. Se eles erraram com você, errei eu, por não ter conseguido transmitir a eles o cuidado que temos com nossos clientes. Estamos aliviadas em saber que a você e seu bebê passam bem, agradecemos a todos que a ajudaram quando nós falhamos. Eu estava até de madrugada falando com os funcionários, preocupada que ninguém saísse de lá para se expor ao perigo desnecessariamente. Somos três sócias, mulheres e criamos o restaurante para ser um local de acolhimento. Temos lindas histórias de amizades e homenagens a clientes que viraram amigas – muitas delas, mães. Sentimos muito, muito mesmo por um descuido, uma falta de comunicação, ter causado um problema imenso para você, Flavia. Vamos fazer de tudo para aprender com isso e nunca mais permitir um erro destes, mesmo não tendo sido intencional (vários dos funcionários têm filhos pequenos, se tivessem realmente percebido, não acredito que não seriam solidários. Não são pessoas más, foram desatentos.). Estamos conversando com todos, para que nunca, nunca mais aconteça algo nem próximo, Obrigada a todos os que tem compreendido e manifestado carinho.”

Flávia comentou na publicação e afirmou que não queria que ninguém fosse demitido. “Oi Branca, obrigada pelas desculpas. De jeito nenhum quero que algum funcionário seja demitido ou que vcs sejam tratados com desrespeito.
Não quero gerar mais mal estar a partir dessa situação horrível q eu vivi ontem. Outros relatos de outros estabelecimentos que não abriram as portas estão vindo à tona e é importante q eles sejam vistos para provocarmos uma mudança social para as pessoas com bebês e crianças.”, a sócia do local agredeceu a mãe e afirmou “prometo pessoalmente intensificar o treinamento e comunicação com a equipe para que jamais alguém não se sinta acolhido em nossa casa”.

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