Mãe “reencontra” filha que morreu aos 7 anos e se despede pela última vez

Jang Ji-sung usou a realidade virtual em um programa de televisão para poder falar e sentir a filha, mas os especialistas fizeram um alerta sobre o perigo da experiência para o psicológico

Resumo da Notícia

  • As duas se reencontraram após quatro anos
  • Jang Ji-sung usou a realidade virtual para falar e sentir a filha
  • Os especialistas fizeram um alerta sobre a experiência
  • As duas se despediram com um beijo de boa noite
Mãe e filha se reencontraram de um jeito diferente (Foto: reprodução / Daily Mail)

O programa de televisão coreano, “Meeting You”, decidiu ajudar uma mãe que sentia a falta da filha. Com um óculos de realidade virtual e luvas sensíveis ao toque e áudio, Jang Ji-sung pôde sentir e falar com Nayeon, que morreu em 2016, aos sete anos de idade.

-Publicidade-

Em um jardim, a mãe conseguia ver a filha, além de brincar e conversar com ela. Durante o encontro, a menina até chegou a tranquilizar Jang dizendo que ela não precisava mais sentir dores pela perda. Apesar da mãe ter gostado muito da experiência, os especialistas fizeram um alerta por ser um “experimento psicológico radical”, com o objetivo de entretenimento.

A mãe se consolou ao falar com a filha (Foto: reprodução / Daily Mail)

No programa, ainda é possível ouvir a mãe dizendo para a filha: “Oh meu Deus, eu senti sua falta”, enquanto acariciava a versão virtual da menina. Enquanto isso, ela respondeu: “Mamãe, você pode ver que eu não estou mais sofrendo, certo?'”. Ao final da conversa, a criança se deitou, dizendo que estava com sono, e Jung se despediu dela.

-Publicidade-

Blay Whitby, filósofo e especialista em tecnologia da Universidade de Sussex, em entrevista ao MailOnline, afirmou que: “Nós simplesmente não sabemos os efeitos psicológicos de estar ‘reunidos’ com alguém dessa maneira. Já Sarah Jones, vice-diretora de computação, engenharia e mídia da Universidade De Montfort disse que o experimento pode ocasionar outras preocupações.

Os especialistas alertaram sobre o experimento e o quanto pode ser prejudicial (Foto: reprodução / Daily Mail)

“Só porque é possível usar a tecnologia para trazer virtualmente as pessoas de volta à vida para se encontrar com aqueles que sofrem, isso não significa que deveríamos. Uma das principais preocupações é o direito do falecido. Eles gostariam de voltar à vida digitalmente? Quem controla as palavras que eles dizem? Isso poderia ser manipulado para forçar conversas com as quais eles não teriam concordado? Não há dúvida de que isso pode ajudar aqueles que estão de luto a fechar um evento único, mas isso gera uma enorme preocupação ética, ignorando os direitos do falecido e também a manipulação da mente”, concluiu.

Agora, você pode receber notícias da Pais&Filhos direto no seu WhatsApp. Para fazer parte do nosso canal CLIQUE AQUI!

-Publicidade-