Mãe relata horror e tratamento de câncer do filho no porão de hospital ucraniano: “Ele quer viver”

Em entrevista exclusiva ao Mirror, uma mãe de um menino de 11 anos com câncer contou que o tratamento do filho está sendo realizado no porão de um hospital

Resumo da Notícia

  • Uma mãe contou que o filho com câncer está sendo tratado no porão de um hospital
  • As crianças doentes foram abrigadas no porão por causa da guerra na Ucrânia
  • "Nós realmente precisamos de ajuda para evacuar as crianças em segurança em um comboio médico", ela contou em entrevista ao Mirror

Yaroslav Mayorov é um menino de 11 anos que luta contra um câncer e depende de remédios para sobreviver. Ao mesmo tempo, ele está sendo tratado no porão de um hospital por causa das bombas que estão sendo lançadas sobre a Ucrânia. Além dele, existem outras 27 crianças que também estão doentes e escondidas no porão.

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“Nós realmente precisamos de ajuda para evacuar as crianças em segurança em um comboio médico”, diz Alyona, de 37 anos, mãe do menino. “Mas, até agora, ninguém está vindo. Eles estão atirando ao nosso redor aqui, então estamos tentando ficar no porão, mas o ar é muito ruim para a saúde de nossos filhos”, contou em entrevista exclusiva ao Mirror.

“Eles estão muito traumatizados psicologicamente. Yaroslav tem um câncer abdominal raro, mas quer viver. Ele tem sonhos para o seu futuro. Ele adora construir coisas. Ele passou por todas as sete rodadas de quimioterapia como um herói e agora precisamos iniciar um novo tratamento, mas não parece ser possível”, contou, desesperada.

Mãe relata horror e tratamento de câncer do filho no porão de hospital ucraniano: "Ele quer viver"
Mãe relata horror e tratamento de câncer do filho no porão de hospital ucraniano: “Ele quer viver” (Foto: Reprodução The Mirror)

Após ser atacado, enfermeiros e médicos do Hospital Infantil Regional de Kharkiv levaram 35 crianças doentes para o porão. Algumas delas foram retiradas e fugiram para a Polônia com a família em um trem transformado em uma enfermaria. Outras precisaram ficar.

“As crianças entendem o que está acontecendo. Elas choram, gritam e oram a Deus. Os pequenos estão em pânico. Aqueles com tumores cerebrais começaram a ter hemorragias nasais porque estão muito apavorados. Eles não entendem o que está acontecendo, eles sentem isso em seus ossos”.