Mais de 17 mil meninas de até 14 anos engravidaram em 2021, apontam dados

Uma pesquisa realizada por meio de dados preliminares coletados do Ministério da Saúde indicou que o número de meninas grávidas, de até 14 anos, ultrapassou 17 mil no último ano

Resumo da Notícia

  • Dados coletados evidenciam que aproximadamente 17.316 meninas, que possuem no máximo 14 anos, engravidaram no ano de 2021
  • Em comparação com anos anteriores, o índice foi o menor
  • Em 2014, dados concedidos por meio do Ministério da Saúde, apontaram que 28.245 meninas vivenciaram essa situação
  • As informações coletadas sobre o ano de 2021 ainda são preliminares e podem sofrer variações

De acordo com a legislação, se relacionar com menores de 14 anos é considerado crime, classificado como estupro de vulnerável. Vale ressaltar que caso a violência leve à gravidez, o aborto é assegurado por lei. Entretanto, essa não é a realidade de diversas meninas que engravidaram no ano de 2021, aproximadamente 17 mil, de até 14 anos.

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Aproximadamente 17 mil meninas de até 14 anos engravidaram em 2021, a situação alerta para estupro de vulnerável
Aproximadamente 17 mil meninas de até 14 anos engravidaram em 2021, a situação alerta para estupro de vulnerável (Foto: Getty Images)

Os dados foram coletados pelo G1 como uma alerta para o caso da menina de 11 anos que engravidou após ser vítima de estupro. Dessa forma, por meio dos números, foi possível identificar que essa situação não é estabelecida como uma exceção no Brasil.

A partir de 2015 os índices de meninas de até 14 anos grávidas por ano diminuiu gradativamente, partindo de 26.701 casos, no ano mencionado, até 17.316 no último ano. Entretanto, esses ainda são dados preliminares e não podem ser contabilizado sem margem de erro.

Outra questão que chama atenção são as regiões em que os casos mais acontecem: ainda de acordo com a pesquisa realizada, Nordeste é a região com mais casos de crimes contra vulnerável, contabilizando aproximadamente 7 mil do total. Em segundo lugar, está o Norte, com o registro preliminar de 3.975 casos, seguido pelo Sudeste, que registrou 3.818 meninas nessa situação.