Menina de 3 anos morre em berçário e mãe acusa escola por maus-tratos

Heloisa Vitoria Teodoro sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro da instituição infantil, na Zona Leste de São Paulo, em 2010

Resumo da Notícia

  • Uma menina de 3 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória no berçário de uma escola particular, em 2010
  • O laudo foi asfixia mecânica por agente físico, mas a escola não foi investigada na época
  • Vídeos de maus-tratos vieram a tona e a mãe da menina fez uma nova denúncia, 11 anos após o ocorrido

Heloisa Vitoria Teodoro morreu aos 3 anos de idade após sofrer parada cardiorrespiratória no berçário de uma escola particular na Zona Leste de São Paulo, em 7 de maio de 2010. A instituição é investigada pela Polícia Civil por maus-tratos e a mãe da menina fez novas denuncias.

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Escola que colocou bebês em 'camisa de força' já foi investigada por morte de bebê no passado
Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na Vila Formosa está sendo acusada de maus tratos (Foto: Reprodução / g1)

De acordo com o portal G1, Vídeos registrados dentro da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na Vila Formosa, mostram cenas de agressões a pelo menos outras quatro crianças. Nas imagens, a diretora Roberta Regina Rossi Serme, de 40 anos de idade, aparece socorrendo a menina e a levando de carro até o Hospital São Luiz, no Tatuapé. Porém, a menina já teria chegado morta ao local.

Na época, o caso Heloisa foi registrado como “morte suspeita”.  Segundo a mãe, Isabel Cristina Gardão da Silva, atualmente com 36 anos, o laudo necroscópico apontou que a causa da morte de sua filha foi “asfixia mecânica por agente físico”. Mesmo sabendo da suspeita, a polícia não deu continuidade a investigação e arquivou o caso “por falta de provas”.

Uma bebê morreu após sofrer maus-tratos no berçário de uma escola infantil na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo
Uma bebê morreu após sofrer maus-tratos no berçário de uma escola infantil na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo (Foto: Getty Images)

Vídeos de crianças chorando enquanto estão amarradas, com os braços presos por panos, na Colmeia Mágica vieram à tona. Nesta semana, Isabel foi ouvida novamente pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 8ª Delegacia Seccional.

“Após ver esses vídeos de maus-tratos, espero agora que o caso de minha filha seja reaberto para investigar o que realmente aconteceu com ela para ter morrido”, disse Cristina em entrevista ao G1. “À época me falaram que o caso havia sido arquivado por falta de provas e esclarecimento, mas o laudo apontou que ela foi asfixiada. Não entendo porque a polícia deixou de apurar isso”, disse.