Menina denuncia abusos de padrasto com bilhete: “Me ajuda”

Uma criança de 10 anos denunciou os abusos do padrasto com um bilhete entregue ao ajudante do motorista de transporte escolar

Resumo da Notícia

  • Uma menina de 10 anos denunciou abusos cometidos pelo padrasto
  • Ela entregou um bilhete ao ajudante do motorista de transporte escolar
  • A mensagem foi entregue a escola, que chamou o Conselho Tutelar e a polícia
  • O caso segue em investigação, mas já foi realizada a prisão preventiva do padrasto

Em Chapecó, Santa Catarina, uma menina de 10 anos entregou um bilhete ao ajudante do motorista de transporte escolar com a frase: “Me ajuda, estou sofrendo abuso sexual.” O principal suspeito é o padrasto dela, de 55 anos, que já está preso preventivamente desde a última quinta-feira, dia 12 de maio. Conforme a Polícia Civil, ele nega a acusação.

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Menina denuncia abusos de padrasto com bilhete: "Me ajuda"
Menina denuncia abusos de padrasto com bilhete: “Me ajuda” (Foto: Divulgação/NSC)

Segundo o delegado responsável pelo caso, Éder Matte, a criança passou o bilhete quando chegou à escola. O monitor do transporte escolar entregou o bilhete no colégio, que chamou o Conselho Tutelar. A Polícia Civil foi acionada na terça-feira, dia 11 de maio, quando ouviu a mãe e a vítima. Em declaração ao UOL, o delegado afirmou: “Fizemos outras diligências, perícia, laudo do IML e na quarta-feira representei pela prisão preventiva, que foi cumprida ontem.”

A menina vem de família humilde, e a mãe dela, que é diarista, disse que não sabia dos abusos, que foram confirmados por laudos. “Eles aconteciam há cerca de 5 meses, sendo que o último foi na semana passada. A mãe trabalhava como diarista uma ou duas vezes por semana e eram nesses períodos, segundo a vítima, quando ocorriam os abusos”, contou Éder.

Em depoimento, o padrasto da menina negou o crime. De acordo com a Polícia Civil, ele não possui uma defesa constituída, e por isso, não foi possível ouvir a versão dele. A vítima continua morando com a mãe, que tem um filho menor de idade fruto do relacionamento com o suspeito.

A Polícia Civil disse que pretende concluir a investigação do caso até semana que vem, realizando mais diligências e ouvindo outras testemunhas, para que o culpado possa ser de fato definido.

A forma que a denúncia foi feita pela garota chamou atenção da polícia, que acha que isso pode encorajar outras vítimas, principalmente crianças e adolescentes. Éder completou: “Muitas vezes, as pessoas não têm como ir até uma delegacia, tem vergonha ou principalmente um trauma. Às vezes a própria família não acredita e a lição que fica é essa: denunciar, para que o Conselho Tutelar, a polícia tome as providências necessárias.”