Menina passa por transplante de medula e é aplaudida em voo de volta para casa

A garota passou seis meses longe de casa para realizar o tratamento da leucemia linfoide aguda

Resumo da Notícia

  • Criança de 7 anos recebeu uma salva de palmas durante o voo de volta para casa
  • Menina passou seis meses longe de casa para realizar o tratamento da leucemia linfoide aguda
  • Ana Lis ficou emocionada com a homenagem feita a ela

Uma criança de 7 anos recebeu uma salva de palmas durante o voo de volta para casa após realizar um transplante de medula óssea. A menina passou seis meses longe de casa para realizar o tratamento da leucemia linfoide aguda em um hospital de São Paulo.

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A volta de Ana Lis Tavares Alves para sua casa no Ceará, onde ela mora com a família, aconteceu na última sexta-feira, 1 de julho. A menina passou seis meses em São Paulo para realizar o tratamento e passar pelo transplante de medula. As imagens dos aplausos recebidos por ela no voo foram compartilhadas pela mãe da menina, Brena Tavares. “Em nome do comandante Fabrício e de toda a tripulação, eu queria a atenção de todos, por gentileza, mas se eu chorar, vocês me desculpem. Ela fez transplante de medula e hoje ela está curada. Parabéns, Ana, muita saúde e que você tenha uma vida maravilhosa”, falou um dos tripulantes do avião.

Ana ficou emocionada com a homenagem feita a ela e abraça a mãe no vídeo. “Assim que a gente entrou, nas passagens, a gente pediu para ter um cuidado especial com ela. Depois mandei um bilhete, sem ela saber, para incentivar as pessoas a fazerem doações de medula óssea”, relatou a mãe, que queria gerar conscientização.

Brena, que é pediatra e já fez diversos trabalhos com crianças oncológicas, foi a primeira a perceber os sinais da doença na filha, após um febre persistente em julho de 2021. “Quando ela teve a febre sem sintomas aparentes apareceu uma infecção no rosto, marca que a gente chama de celulite de face, uma coisa muito grave, quando o paciente não tem defesa de nada. Foi onde eu suspeitei da leucemia e quis fazer o mielo”, explicou a mãe.

A meia-irmã foi responsável por fazer a doação para a garota. (Foto: Reprodução / G1)

A mãe encaminhou a menina ao hospital para que ela pudesse o mielograma, que é um exame capaz de diagnosticar cânceres como linfoma, mieloma e leucemia. Mas, a especialista local não concordou em realizar o exame e a mãe resolveu ir para um hospital particular, onde foi diagnosticado, em setembro, a leucemia linfoide aguda, que é um câncer de sangue e na medula óssea afetando os glóbulos brancos. “Fiquei em choque. Nunca imaginei na vida que minha filha fosse passar por isso. Passamos três meses fazendo o que a gente chama de indução, que é a quimioterapia, mas a doença não entrou em remissão. Se na indução o paciente não entra em remissão, a doença não vai embora, as chances são pequenas, então a saída seria o transplante de medula óssea. Por isso, a equipe médica decidiu encaminhar a gente para São Paulo”, conta a mãe.

Em janeiro, a menina e a mãe foram ao Hospital Samaritano de São Paulo para que a menina realizasse o tratamento. A médica da garota iniciou a busca pela medula óssea compatível, e a irmã da menina, apenas por parte de pai, foi a responsável pela doação. “Como não tínhamos muito tempo para esperar a médica decidiu fazer o que se chama de transplante autólogo, com alguém da família. Aí começou a busca, eu, meu esposo, para ver quem era compatível. Fui compatível com ela, só que eu tenho 40 anos e ela tem uma irmã de 18 anos, do primeiro casamento do pai, e a gente pediu para testar”, disse Brena.

Mesmo após o transplante, Ana Lis continuou internada para ser acompanhada pelo médicos. Três meses após o transplante, ela recebeu alta para poder voltar para casa e ficar sob os cuidados de sua família. “Os cuidados são imensos, pois ela não tem nenhuma vacina. É igual a recém-nascida, quando teve o transplante de medula é como se resetasse, reiniciou a medula dela. Então todas as vacinas que ela teve foram perdidas, porque agora ela tem a medula da irmã e vai ter que tomar todas as vacinas de novo, mas só em setembro”, explicou a mãe da garota.