Menino que pediu novo coração para o Papai Noel recebe transplante

Gladson Garcia Silva foi a primeira criança a ser atendida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), uma aliança entre seis hospitais de referência no Brasil e o Ministério da Saúde

Resumo da Notícia

  • Um menino de 8 anos pediu um novo coração de Natal ao Papai Noel;
  • Antes mesmo da data festiva, o garoto teve seu desejo realizado!
  • Gladson Garcia Silva foi o primeiro a participar do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Um desejo que antes parecia impossível, se realizou neste Natal! Gladson Garcia Silva, de 8 anos, pediu em sua lista de desejos ao Papai Noel, nesta ordem: um coração novo, um boneco do Superman, um carrinho de controle remoto e um dinossauro. Alguns dias depois, o principal pedido foi realizado. O menino, que sofria de uma miocardiopatia, recebeu um novo coração – o primeiro transplante cardíaco infantil realizado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

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O procedimento foi feito através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), uma aliança entre seis hospitais de referência no Brasil e o Ministério da Saúde. O caso de Gladson foi o primeiro a ser atendido na capital.

“Descobri da pior forma possível, meu filho podia ter morrido dentro de casa”, contou a mãe de Gladson, Ana Camila da Silva, de 31 anos, que descobriu o diagnóstico do filho dois meses antes da operação. Ao G1, a mãe explicou que primeiros sintomas eram semelhantes a uma virose, com vômitos e dor de barriga.

Lista de desejos que Gladson escreveu ao Papai Noel, já internado no Hospital Albert Einstein
Lista de desejos que Gladson escreveu ao Papai Noel, já internado no Hospital Albert Einstein (Foto: Reprodução G1/Arquivo pessoal)

A miocardiopatia, uma condição na qual o coração desenvolve um tamanho maior do que o comum para a idade não tem cura, e apenas um transplante pode salvar a vida. No caso de Gladson, não foi um problema congênito (que nasceu com ele), mas desenvolvido em algum momento da vida.

O cardiologista Gustavo Foronda, responsável pelo tratamento de Gladson, ressaltou a dificuldade em encontrar doadores. “Culturalmente, uma criança doar um órgão é emocionalmente difícil para a família que acabou de perder o filho, ter essa ideia de doar. Quando um novo órgão aparece, a cirurgia precisa ser imediata”, disse.

Em 11 de dezembro, Ana recebeu uma ligação do doutor contando que havia conseguido um doador. No mesmo dia, Gladson recebeu um novo coração. Para a mãe, foi como receber uma nova oportunidade da vida. Em 10 de janeiro, Gladson teve alta médica.

Gladson, primeira criança a receber um novo coração no Einstein, e seu cardiologista, o médico Gustavo Foronda
Gladson, primeira criança a receber um novo coração no Einstein, e seu cardiologista, o médico Gustavo Foronda (Foto: Reprodução G1/Arquivo pessoal)

“Agora ele está doidinho para andar por São Paulo inteiro, quer ir no zoológico, quer ir ao shopping. Passear mesmo, quer ir à praia. E quer muito ver os irmãos”, contou a mãe. Gladson tem três irmãos menores que estão no Espírito Santo com o pai e a avó.