Criança

Menino tem matrícula negada por ter cabelo black power e pai desabafa: “Ele ficou desesperado”

A diretora diz que o pedido foi feito para seguir o "padrão de corte social" da instituição

Emily Santos

Emily Santos ,filha de Maria Teresa e Francisco

(Foto: Reprodução/UOL Notícias/Arquivo Pessoal)

Uma mãe denunciou um caso de racismo por uma diretora de escola pública contra o filho de 8 anos em São José de Ribamar, no Maranhão. Segundo informações do UOL Notícias, a mãe do menino, Joselma Lima, foi á escola finalizar o processo de matricula do filho Felipe quando ouviu da diretora Helenita Rita Sousa que a criança só poderia estudar na escola se cortasse o cabelo.

Felipe é negro e exibe com orgulho o cabelo black, e ainda de acordo com a mãe, ele imediatamente ficou chateado com a exigência da escola. A diretora teria explicado que o pedido seguia o “padrão de corte social”, que todos os aluno têm que seguir. O pai do menino, Fábio Lima, conversou com a reportagem e contou que o filho ficou constrangido com a situação.

Os pais explicaram que o filho tem autismo e que é muito apegado ao cabelo, algo que, mesmo que o corte fosse considerado por eles, seria algo muito difícil para Felipe. “Meu filho é uma criança especial e ele entende as coisas ao modo dele. Ele tem apego aos cabelos e ficou desesperado quando ouviu que a diretora disse que era para cortar os cabelos para ficar no padrão dos demais colegas. Como minha esposa se recusou a deixar que cortassem o cabelo do nosso filho, a diretora devolveu os documentos de transferência. Quando minha esposa me contou o acontecido, fiquei chocado e procurei a polícia”, contou o pai.

A diretora da escola, por usa vez, nega que tenha sido racista e afirma ter somente informado o padrão que a escola pede. “Perguntei à mãe da criança se ela tinha como cortar o cabelo tipo social e ela disse que ia pensar. Então, eu disse ‘a senhora pensa, porque o corte social é padrão aqui na escola'”, informou ao UOL Notícias.

Um Boletim de Ocorrência foi aberto na delegacia local e a família espera o fim do inquérito para levar o caso ao Ministério Público do Maranhão.

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