Ministério da Saúde afirma que nenhuma criança ou adolescente morreu por conta da vacina contra covid-19

A vacinação contra a covid-19 em jovens se iniciou em junho do ano passado, e segundo dados do Ministério da Saúde nenhuma causa da morte da faixa etária entre 12 e 17 anos foi devido a vacina

Resumo da Notícia

  • A vacinação contra a covid-19 em jovens de 12 a 17 anos se iniciou em junho do ano passado
  • Houveram muitas especulações de que jovens estavam morrendo por causa da vacina
  • O Ministério da Saúde realizou uma pesquisa onde mostrou que nenhum óbito teve relação com a vacina

A vacinação contra a covid-19 em jovens de 12 a 17 anos se iniciou em junho do ano passado. Com isso muitas pessoas alegaram que a causa da morte dos jovens tenha sido o efeito colateral da vacina, porém o Ministério da Saúde realizou uma pesquisa onde mostrou que nenhum óbito teve relação com a vacina.

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O dado consta em boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, que investigou 38 óbitos notificados por estados e municípios e descartou que eles tenham sido provocados pela vacina. Segundo o documento, divulgado na terça-feira (26), desde o início da vacinação até o dia 12 de março, o ministério recebeu a notificação de 3.463 casos de eventos adversos na faixa etária abaixo de 18 anos. Destes, 419 (ou 12,1% do total) foram graves e 38 resultaram em morte, segundo classificação das vigilâncias epidemiológicas municipais e estaduais.

O Ministério da Saúde afirmou que nenhuma criança ou adolescente morreu por causa da vacina contra a covid-19
O Ministério da Saúde afirmou que nenhuma criança ou adolescente morreu por causa da vacina contra a covid-19 (Foto: Getty Images)

A análise dos casos foi feita com base no sistema de informação e-SUS Notifica, onde há um módulo para que vigilâncias epidemiológicas municipais e estaduais comuniquem casos de eventos adversos. Segundo a investigação, a média de idade dos óbitos informados pelas vigilâncias foi de 13 anos e teve a mesma proporção entre os sexos. O intervalo de tempo entre a vacinação e o início do evento adverso é de, em média, 30 dias.

Uma das revelações do documento é que alguns dos óbitos notificados nem sequer estavam dentro do intervalo possível entre a aplicação da dose e o óbito. “Quatro eventos ocorreram com mais de 30 dias após a vacinação, evidenciando uma relação temporal inconsistente de acordo com a classificação de evento adverso”, apontou.

“Até o momento, não há registro de evento adverso com desfecho óbito na faixa etária de cinco a menores de 18 anos com relação causal com as vacinas utilizadas confirmada”, dizia no boletim especial do Ministério da Saúde.