“Não é coincidência”: UNICEF divulga resultado de estudo que aponta as diferenças entre crianças negras e brancas

O órgão tratou temas como: homicídio, trabalho infantil e índice de reprovações e mostrou as divergências entre brancos, negros, indígenas e pardos

Resumo da Notícia

  • UNICEF divulga resultado de estudo que aponta as diferenças entre crianças negras e brancas
  • Os dados apontam o reflexo do racismo no Brasil
  • Eles tratam temas como homicídios, índice de reprovação e trabalho infantil
  • Veja o resultado

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou recentemente dados sobre o racismo na infância. Em publicações no Instagram do órgão, eles apresentaram algumas informações sobre as diferenças presente entre os alunos brancos e negros no Brasil, relacionados ao trabalho infantil, ao índice de reprovação e quantidade de homicídios.

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UNICEF divulga dados sobre racismo na infância (Foto: Getty Images)

Segundo o que foi apresentado, 64,1% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são negros. Além disso, o estudo apontou que 89,2% das vítimas de homicídio de 10 a 19 anos também são negros. “Todas as crianças têm direito à proteção contra a violência. No entanto, a violência é um indicador que vem piorando nas últimas três décadas no Brasil.”, apontou a organização sobre o último dado.

A Unicef falou, ainda, sobre o índice de reprovação dos alunos. De acordo com o órgão, as populações preta, parda e indígena tiveram entre 9% e 13% de estudantes reprovados , enquanto o percentual dos alunos brancos foi de 6,5%. Para eles, esses dados apontam que “milhares de crianças passam pelo ensino sem aprender“.

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Os dados foram apresentados no Festival de Infâncias e Adolescências Negras do UNICEF e, para eles, não se trata de apenas coincidências. “Trouxemos a mensagem de que não é coincidência que meninas e meninos negros sejam a maioria da população em situação de pobreza no País, as principais vítimas de violência, os que mais sofrem preconceito e os que menos se veem representados nos espaços púbicos. Isso é o reflexo de uma sociedade racista. No entanto, a história das pessoas negras não se resume ao racismo. Crianças e adolescentes negras e negros tem experiências diversas e desejam viver plenamente, com segurança, oportunidades e a liberdade para contar suas histórias”, completaram.

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