Osteoporose infantil: saiba como identificar e quais cuidados seu filho deve ter

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea, 10 milhões de brasileiros podem ter osteoporose.

Você sabia que a osteoporose pode afetar as crianças também? (Foto: Getty Images)

Você com certeza já ouviu falar na osteoporose. A doença surge quando a massa óssea começa a se desgastar e se perder, podendo ocorrer, geralmente, na região dos pulsos, coluna vertebral e fêmur. De acordo com a Abrasso, Associação Brasileira de Avaliação Óssea, 10 milhões de brasileiros podem ter osteoporose. A doença é muito conhecida por afetar idosos, mas você sabia que ela pode afetar as crianças também?

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Ela pode acontecer nessa fase por inúmeras causas, como deficiência do hormônio de crescimento, lúpus, artrite reumatoide juvenil e doenças inflamatórias gastrointestinais. Além disso, o costume de tomar remédios que tenham corticoide pode prejudicar a massa óssea.

Como identificar a osteoporose infantil?
Geralmente, um machucado “bobo” em uma queda pode resultar em uma fratura óssea. A primeira coisa que deve ser feita é procurar um médico para um diagnóstico rápido através de uma densitometria óssea. Esse exame pode ser feito a partir dos 5 anos de idade. Para evitar que isso aconteça, é importante que os pais incentivem a alimentação saudável, rica em cálcio, e também praticar exercícios físicos.

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De acordo com Charlles Heldan de Moura Castro, reumatologista e presidente da Abrasso, a osteoporose infantil também pode acontecer por causa do HIV, que altera a densidade óssea das crianças. “A replicação do vírus HIV tem efeitos diretos, reduzindo a quantidade e a qualidade do tecido ósseo. Além disso, alguns dos medicamentos usados no tratamento podem ter efeitos negativos sobre o osso e favorecer o aparecimento da fragilidade óssea”, explica.

Quais cuidados preciso ter com meu filho?
O Dr. Charlles explica que, durante a infância, há uma grande taxa de crescimento da massa óssea. “Quanto maior for a massa óssea construída no jovem, menores serão as chances de apresentar osteoporose durante o envelhecimento. Crianças e adolescentes fisicamente ativos apresentam maior massa óssea e menor risco de fragilidade. Da mesma forma, o consumo de alimentos ricos em cálcio e proteínas ajuda a aumentar a massa óssea nas fases iniciais da vida e a manter a integridade do esqueleto durante o envelhecimento“, garante.

O reumatologista também enfatiza a importância da vitamina D: “A adequada exposição ao sol é também importante. A vitamina D é sintetizada na pele sobre a ação dos raios ultravioleta e é fundamental para garantir a absorção do cálcio no intestino”.

Se meu filho for diagnosticado com osteoporose, isso significa que ele terá a doença para sempre?
“A osteoporose na infância normalmente se associa a alguma doença que propiciou o aparecimento da fragilidade óssea”, explica o Dr. Charlles. Ou seja, é preciso cuidar da doença que causou a osteoporose e, ao mesmo tempo, procurar um tratamento para ela. “A cura da doença raiz da osteoporose pode permitir a recuperação da massa óssea e a reversão da fragilidade”, conta.

O Dr. Charlles reforça que o alerta aos riscos da osteoporose é muito importante para que seja feito um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz. “Precisamos investir em esforços para que nossas crianças tenham ossos fortes através de uma dieta rica em cálcio e combater o sedentarismo“, finaliza.

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