Pais fazem desabafo após descobrirem que os três filhos têm o mesmo tipo de câncer nos olhos

Aaron e Angie Rush querem conscientizar outras famílias sobre o retinoblastoma das crianças e ainda contaram toda a história sobre o tratamento e detalhes da doença

Resumo da Notícia

  • Angie, a mãe, perdeu o olho esquerdo por causa do câncer
  • Os três filhos do casal possuem retinoblastoma
  • Eles venderam a casa para pagar o tratamento das crianças
  • Os pais abriram o coração para falar sobre o assunto
Angie contou que se sente culpada pelo câncer dos filhos (Foto: reprodução / Alive)

Aaron e Angie Rush, pais de Tristen, de cinco anos, Caison, de três anos, e Carter, de seis meses, estão na torcida pela luta de um câncer, que os três filhos possuem. Com a história, o casal busca conscientizar outras famílias sobre o retinoblastoma, além de alertar sobre o perigo.

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Quando Tristen foi diagnosticado, eles imediatamente começaram o tratamento, mas quando o segundo filho do casal foi diagnosticado, eles ficaram ainda mais arrasados. Já Carter, tem retinoblastoma bilateral, com apenas seis meses de idade.

Em entrevista ao Alive, Angie desabafou sobre o processo: “Eles são inteligentes e gentis, são definitivamente uma alegria ter”. Já o pai, Aaron, completou a fala: “Eles são divertidos, amorosos, doces”. O câncer, identificado como raro e agressivo, ataca exclusivamente crianças e pode ser hereditário.

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A família vendeu a casa para pagar o tratamento das crianças (Foto: reprodução / Alive)

Tristen, que está atualmente com quase seis anos, também falou sobre o caso: “Ele tem câncer, ele tem câncer, eu tenho câncer. Todos os meus irmãos têm câncer”, desabafou apontando para as crianças. Apesar do assunto ainda ser complicado para Angie, ela disse que teve retinoblastoma quando ainda era criança.

Quando perdeu o olho, às 6 semanas de idade, ela sabia que teria 50% de chance de transmitir a doença para os filhos quando engravidasse. Isso fez com que ela perdesse o olho esquerdo e nunca imaginou que os três filhos também teriam que lutar contra o retinoblastoma. “Sinto muita culpa, sabendo que isso é algo que eu poderia transmitir a eles. Mas também sei que fui abençoada”.

Os pais ainda desabafaram que precisaram vender a casa para pagar o tratamento das crianças. Na década de 1970, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, os diagnósticos tinham apenas 50% de chance de sobrevivência, mas agora, os números passam de 80%.