Pediatra trata crianças em casa para evitar que sejam contaminadas pelo novo coronavírus

Marcela Novaes trabalha no tratamento dos jovens há 7 anos e diante da atual situação viu a necessidade de encontrar uma forma de ajudar sem colocar a vida deles em risco

Resumo da Notícia

  • Pediatra leva duas crianças para continuar tratamento em casa
  • A ação foi feita para protege-las do possível contágio do novo coronavírus
  • A médica já tratava as pacientes a 7 anos
  • Conheça a história completa
Pediatra leva crianças para casa (Foto: Getty Images)

Preocupada com a possibilidade dos pacientes se infectarem com o novo coronavírus, a pediatra Marcela Novaes levou Talisson Gonçalves, 8 anos, e Vanessa Gomes da Silva, 15 anos, para casa. A médica paulista acompanha o tratamento dos dois há 7 anos, desde que chegou em Taiobeiras, no norte mineiro, e temia que eles se infectassem com a covid-19.

Para tirar os dois do ambiente hospitalar, ela levou as crianças até a casa onde mora, assim eles poderiam continuar o tratamento sem correr riscos.

Eles nasceram com mucopolissacaridose (MPSVI), uma doença genética do metabolismo, causada pela deficiência de enzimas. Uma vez por semana, eles precisam ser medicados por meio de uma “bomba de infusão”, que evita o avanço descontrolado da doença.

Há risco de efeitos colaterais, como reações alérgicas e parada cardíaca, o que significa que um profissional de saúde sempre precisa estar por perto para garantir a segurança de Talisson e Vanessa. Antes da pandemia inciar, os dois percorriam 70 km, de Berizal a Taiobeiras para realizar o tratamento.

Pediatra leva crianças para casa (Foto: reprodução G1 / Instagram)

Como os hospitais estavam se preparando para receber pacientes com o novo coronavírus, as crianças, que costumavam receber a dose no pronto-socorro, foram transferidas para a ala de internação. “No pronto-socorro eles ficavam sozinhos, era um ambiente mais protegido. Com a mudança, eles teriam que atravessar o hospital e ficar na mesma área com crianças doentes. Fiquei com medo. São muito frágeis e não resistiriam à infecção pelo coronavírus”, contou a pediatra Marcia Novaes ao jornal O Tempo.

Ciente desses riscos, a pediatra pediu para  transferir as crianças para a casa onde mora, que fica a 100 metros do hospital. Após receber autorização da direção do hospital, Marcia levou as bombas de infusão, um balão de oxigênio e outros remédios para a residência. Além disso, conta com a ajuda de um enfermeiro para monitorar os jovens. Agora, eles estão seguros e podem continuar o tratamento sem correrem risco de contaminação.