Criança

Pesquisa mostra que crianças de um ano já têm senso de justiça

A professora Renee Baillargeon analisou 120 bebês

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

(Foto: Reprodução / GettyImages)

Um estudo feito pela professora Renee Baillargeon, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, analisou 120 bebês e fez descobertas bem interessantes. Se a criança tem entre 14 a 18 meses, atrás da carinha de bebê, há uma pessoa que sabe bem sobre relações pessoais.

Os pesquisadores fizeram o teste nas crianças usando ursinhos de pelúcia, onde um ‘urso do mal’ levou todos os brinquedos e não dividiu com mais ninguém. E então, quando o ‘líder do grupo’ não conseguiu intervir essa situação, as crianças ficaram olhando a cena por mais tempo, e é o que acontece quando olham algo inesperado. Porém, quando o líder interveio, as crianças desviaram o olhar cerca de nove segundo mais cedo, confirmando o que cientistas imaginaram.

“As crianças ficaram mais tempo olhando quando o líder ignorou o erro do que quando o corrigiu. Isso sugere que elas esperavam que o líder interviesse e corrigissem o erro em seu grupo, e ficaram surpresas quando ela não tomou tal ação”, explicou Renee. Ainda segundo a mulher, as crianças perceberam qual era o líder no show de ursos depois que o boneco pediu que os outros dois ursos olhasse para frente ou para trás. O mesmo ocorreu com um show de marionetes, onde o líder urso era mais alto e tinha uma cartola para simbolizar de que estava no comando. E quando os ursos eram iguais, sem líder, os bebês procuravam por um tempo menor.

Com esses estudos, os pesquisadores afirma que crianças de 16 a 18 meses esperam que os líderes, como pais e professores, façam algo quando alguém quebra as regras. Tudo isso por conta de que, antes mesmo de conseguirem falar, as crianças não apenas entendem o certo e errado, mas também o papel de responsáveis para aplicá-las. “Até o segundo ano de vida, os bebês já atribuem responsabilidades únicas aos líderes, incluindo o de corrigir os erros”, concluiu o estudo, publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences.

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