Criança

Pesquisadores desenvolvem útero artificial e aumentam as chances de sobrevivência em prematuros

Eles receberam cerca de 13, 5 milhões de reais de investimentos

Letícia Vaneli

Letícia Vaneli ,filha de Alcides e Eugênia

O projeto tem previsão de conclusão para daqui 5 anos (Foto: Reprodução/De Volkskrant)

A Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, recebeu um investimento de cerca de 13,5 milhões de reais para realização de um protótipo que simula um útero artificial, o que aumentaria as chances de sobrevivência de bebês prematuros.

De acordo com o ginecologista Guid Oei, o projeto poderia substituir a incubadora, simulando as condições que os bebês encontrarias no útero de sua mãe. Ele também explicou que, geralmente, as crianças não resistem e vêm a óbito durante a 24° semana. “Se pudermos estender o crescimento fetal dessas crianças no útero artificial para 28 semanas, o risco de morte prematura pode ser reduzido para 15%”, explicou Oei.

“O professor Guid Oei apresenta ao público a ideia (Foto: Reprodução/Portal MSN)

Os responsáveis afirmaram que diferentes tecnologias serão utilizadas para tornar real o projeto. No útero artificial, os bebês prematuros serão colocados em um ambiente à base de líquidos. Eles não sobrecarregarão os pulmões dos prematuros, mas irão criar uma espécie de cordão umbilical, usando uma placenta artificial, o qual poderá realizar a troca de oxigênio e nutrientes.

Explicação de como vai funcionar o útero artificial (Foto: Reprodução/Conexão Política)

Um sistema vai monitorar constantemente a condição do bebê, analisando a frequência cardíaca, o suprimento de oxigênio, a atividade cerebral e muscular. Modelos de computador fornecerão a equipe médica um apoio imediato no processo de tomada de decisão em relação às configurações do útero artificial.

Frans van de Vosse, Loe Feijs e Guid Oei sao professores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven e responsáveis pelo desenvolvimento deste projeto.

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