Pfizer afirma não ter prazo de entrega das vacinas para as crianças no Brasil

A vacinação de crianças entre 5 a 11 anos foi autorizada pela Anvisa na última quinta-feira, 16 de dezembro

Resumo da Notícia

  • A vacinação de crianças entre 5 a 11 anos foi autorizada no Brasil na última quinta-feira, 16 de dezembro
  • No entanto, a Pfizer ainda não possui uma data específica para a entrega das vacinas
  • A empresa está atuando junto com o governo

Na manhã desta quinta-feira, dia 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma coletiva de imprensa para se pronunciar sobre o resultado da avaliação técnica do órgão a respeito do pedido de indicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos.

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No entanto, nesta sexta-feira, 17 de dezembro, a empresa informou que ainda não há uma data determinada para entregar as vacinas para as crianças. “Todos os esforços para que as doses cheguem ao país o mais rapidamente possível”, informou a nota.

Veja a nota completa: “Sobre o prazo da entrega das doses pediátricas da ComiRNAty ao Brasil, a Pfizer esclarece:
Tendo recebido ontem a aprovação do uso da vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 em crianças de 5 a 11 anos, ainda não é possível determinar a data de entrega de doses pediátricas ao Brasil. A companhia está fazendo todos os esforços para que doses cheguem ao país o mais rapidamente possível e atuando junto ao governo para definir as próximas etapas desse processo”.

“Entendemos que a vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 é um bem que deve ser oferecido à população em geral, por isso sempre estivemos comprometidos a trabalhar em colaboração com os governos em todo o mundo para que a ComiRNaty seja uma opção na luta contra a pandemia, como parte dos programas nacionais de imunização”, informou a empresa.

A vacina da Pfizer para as crianças de 5 a 11 anos é um produto diferente do disponível para os maiores de 12 anos. Além da mudança na dosagem indicada, o próprio frasco tem cor diferente daquele usado na aplicação em adultos.

“A redução na dosagem para a faixa de 5 a 11 anos se respaldou nos estudos de Fase 1 e 2, que mostraram que essa dosagem (10 microgramas) foi o suficiente para gerar altos títulos de anticorpos com perfil de segurança bastante favorável para a população pediátrica”, informou a Pfizer.

Sobre a declaração do governador João Doria de comprar a vacina diretamente da empresa, a Pfizer também se posicionou afirmando que seu foco é atender o terceiro contrato de 100 milhões de doses já fechado com o governo federal. “Esse contrato já engloba o fornecimento de novas versões da vacina, inclusive para diferentes faixas etárias”, declarou a empresa.

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Vacina da Pfizer contra covid-19 para crianças (Foto: Getty Images)

Luiz Vicente Ribeiro, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia,  apresentou o parecer oficial sobre a aplicação da vacina: “O nosso parecer é favorável a incorporação da vacina da Pfizer para crianças na faixa etária de 5 a 11 anos”.

Gustavo Mendes, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da GGMED, apresentou a linha do tempo do estudo da Anvisa, que foi desde a submissão do pedido até a conclusão do resultado, divulgado às 10h30 da manhã.

“A vacina tem um desempenho importante na geração de anticorpos nessa população”, afirmou o especialista. Ainda de acordo com ele, a Pfizer tem um desempenho satisfatório para a variante Delta.

A vacina de crianças deverá ser diferente daquela aplicada em adultos. O imunizante para maiores de 12 ano é de 30 microgramas e possui diferentes substâncias em sua composição, o que acaba influenciando também no volume injetado no corpo.

Países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Coreia, Austrália e Holanda já apresentaram um esquema internacional do uso da vacina em crianças e adolescentes.

Suzie Marie Gomes, Gerente-Geral da GGMED, comentou sobre as complicações adversas apresentadas em crianças que receberam alguma dose da vacina contra o coronavírus, e reiterou o aval final: “Por fim, os benefícios superam os riscos”.