Pfizer pede autorização para vacinar bebês de 6 meses a 4 anos nos EUA

O pedido será avaliado pela agência regulatória de saúde dos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration)

Resumo da Notícia

  • Pfizer e BioNTech pede autorização para vacinar crianças de 6 meses a 4 anos nos EUA
  • O pedido será avaliado pela agência regulatória de saúde do país
  • No Brasil, ainda não há informações sobre a vacinação nessa faixa etária

Nesta terça-feira, 1º de fevereiro, a Pfizer e BioNTech pediu autorização para aplicar três doses da vacina contra a Covid-19 em crianças de 6 meses a 4 anos nos Estados Unidos.

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O pedido entrará em processo de avaliação a partir do dia 15 de fevereiro, pela agência regulatória de saúde dos EUA, a FDA (Food and Drug Administration).

Pfizer pede autorização para vacinar crianças entre 6 meses a 4 anos

Já no Brasil, ainda não há informações a respeito da vacinação entre crianças dessa faixa etária. No entanto, na última sexta-feira, a vacinação em crianças entre 5 a 11 anos, passou a ser recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A decisão foi informada pelo presidente do Grupo Consultivo de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS), SAGE, Alejandro Cravioto, durante coletiva de imprensa: “Atualizamos as recomendações provisórias deste produto [a vacina da Pfizer] para estender a indicação de idade para 5 anos, com uma dosagem reduzida para aqueles de 5 a 11 anos”.

O representante do órgão garantiu a segurança do produto e afirmou: “Gostaria de deixar claro que nós nunca recomendaríamos uma vacina que não tem registros consistentes de segurança, após revisar todos os estudos e evidências”.

O imunizante já havia sido recomendado para pessoas maiores de 12 anos e as conclusões para reduzir a faixa etária foram feitas a partir de uma reunião de especialistas na última quarta-feira, 19 de janeiro.

Desta forma, a medida recomenda que crianças entre 5 e 11 anos recebam uma dosagem de 10 microgramas – que devem ser aplicadas entre o intervalo de quatro a oito semanas. O que difere das pessoas com mais de 12 anos, que recebem 30 microgramas.

De acordo com Alejandro Cravioto, as crianças não se encontra no grupo prioritário de vacinação da OMS, com exceção daquelas que apresentam comorbidades. Ele ainda reforçou que vários dados foram analisados para chegar a essa conclusão: “Posso assegurar que se houvesse alguma dúvida, não haveria a recomendação”.