Criança

Professora cola boca de aluna com fita para que ela ficasse quieta

Indignada, a mãe da menina registou boletim de ocorrência por lesão corporal

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook) Noemi com marcas de esparadrapo na boca

A mãe de uma menina de 4 anos registrou boletim de ocorrência por lesão corporal depois de descobrir que a professora da filha em uma creche municipal colou a boca da criança com fita adesiva para que ela ficasse quieta.

“Vó, a tia colou minha boca com fita porque eu estava falando muito. E eu fiquei muito triste porque os meus amiguinhos todos riram de mim. E doeu muito quando ela tirou a fita antes de eu sair da escola”. Esse foi o desabafo de Noemi, filha de Jéssica Santos de Araújo, ao sair da escola e ser buscada pela avó.

O caso aconteceu última quinta-feira (30) na Escola Francisco Tavares de Oliveira, no município de Jandira, em São Paulo. “Eu falei com outras mães de alunos que também estudam na mesma sala dela e a história foi confirmada. Realmente, a professora coloca esparadrapo na boca das crianças. E como elas mesma dizem: ‘cada vez é um’”, disse a mãe, em uma publicação no Facebook.

Ao perceber o que tinha acontecido, a avó da menina enviou uma mensagem para o celular de Jéssica contando que Noemi tinha chegado da escola com marcas de esparadrapo e com a boca machucada. “Minha mãe buscou ela na escola e começou a sondar o que havia acontecido, embora as marcas já diziam tudo, a boca dela está até cortada por conta da fita”, relatou Jéssica.

Indignada, a mãe levou a criança para fazer exame de delito no IML e registrou o boletim de ocorrência por lesão corporal. “É uma coisa que não tem justificativa”, contou em entrevista ao SBT.

“Para mim, não importa o motivo pelo qual ela fez isso. Não me interessa mais, porque nada do que minha filha fizesse daria à ela o direito de colar com fita adesiva a boca de uma criança de 4 anos. No caderno, não tem nenhum bilhete sobre mau comportamento da Noemi. Porque se ela estava indisciplinada, eu, que sou mãe dela, iria corrigir e educar”, disse Jéssica, também em post no Facebook.

A mãe revelou que não é a primeira vez que a professora tem comportamentos agressivos e impróprios, segundo outros depoimentos que recebeu: “Discutindo o assunto com essas outras mães, com filhos que estudam na mesma sala, descobrimos mais algumas coisas, como, por exemplo, que a “tal da professora/tia Val” come coisas na frente das crianças e não dá para eles. Fora outras coisinhas mais. Estou horrorizada”, desabafou.

Jéssica também relatou que a filha chorou ao pedir que ela não fosse falar com a professora, com medo de ser mandada para a diretoria. Nesta terça-feira, ela publicou uma foto de Noemi pronta para ir à escola e revelou que a menina ainda está com medo da professora. “Ainda agora, perguntou se a professora ia estar lá e disse que estava com medo de ir. Eu falei que não, que seria outro professor. Ela falou que estava com dor de barriga”.

Em seu perfil no Facebook, Jéssica postou