Criança

Relato de mãe: “Jogaram álcool na minha filha porque ela é autista”

Jescika tem dois filhos autistas

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

Yasmin tem cinco anos (Foto: reprodução / Facebook)

Jescika Nogueira, mãe de Yasmin, de apenas 5 anos, fez um desabafo ao veículo BHAZ devido uma situação que as duas passaram. A menina, que tem autismo de grau severo, adora brincar na rua com outras crianças, mas pelos colegas não entenderem a condição dela, ficam com medo de se aproximar.

A mãe, que deixou o emprego para poder cuidar dos dois filhos, explicou que a o problema tem sido o mesma há algum tempo. Ela, que mora com a família em Fortaleza, no Ceará, contou que a filha é não-verbal, mas tenta ficar perto das outras crianças: “Ela tenta chegar perto das crianças, mas como não sabe se expressar, não fala, aí as crianças não entendem. Ela fica muito animada quando vê as crianças, começa a se bater e pular de alegria. As crianças se assustam, não aceitam ela por perto e minha filha começa a chorar”.

Lucas e Yasmin (Foto: reprodução / Facebook)

Ela desabafou também que uma vez, jogaram álcool em Yasmin e ela não entendia o que estava acontecendo: “Eles chegaram perto da janela, acharam que ela era estranha e fizeram essa maldade. Ela veio correndo e chorando, falando que as mãozinhas dela estavam ardendo. Fico sem entender o motivo disso, me entristece“.

Na escola, Yasmin se adaptou muito bem, e com a ajuda da professora, as outras crianças entendem a situação da menina: “Lá ela conseguiu se enturmar, muito por empenho da professora, que explicou a situação dela e fez as crianças entenderem tudo”, explicou.

Jescika fez um desabafo sobre a frustração que sente (Foto: reprodução / Facebook)

Jescika contou que também é mãe de Lucas, que tem um grau leve de autismo: “Descobri o dele há pouco tempo e já iniciamos o tratamento. Os dois têm todo o acompanhamento médico e psicológico, sempre procuro o que tem de melhor”. Ela disse que tem muito medo que o filho possa passar por tudo o que Yasmin tem passado e que junto disso, vêm a frustração e o choro: “O coração dói“.

“Os pais precisam se jogar no mundo da criança, abrir mão de tudo para a felicidade deles. É importante aceitá-los como eles são e fazer o que for preciso pelos filhos, para que não tenham uma frustração ainda maior. O tratamento precoce também é importante, quando antes começar, melhor”, conclui.

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