Solidariedade! Menino vende ‘geladinho’ para pagar tratamento de amiga com câncer

Por mais que o dinheiro que Vinicius juntou seja insuficiente para pagar o tratamento de Ana Clara, a mensagem e a atitude dele que importam

Resumo da Notícia

  • Um menino de 12 anos decidiu vender geladinho na rua para ajudar no tratamento de uma amiga diagnosticada com Leucemia Linfóide Aguda
  • Por mais que o dinheiro que Vinicius está ganhando seja insuficiente para pagar o tratamento da amiga, a mensagem e a atitude que importam
  • A caixa do remédio custa R$ 420 mil, mas o tratamento pode se estender por mais três meses

Um menino de 12 anos decidiu vender geladinho na rua para ajudar no tratamento de uma amiga diagnosticada com Leucemia Linfóide Aguda, um tipo de câncer no sangue e na medula óssea que afeta os glóbulos brancos.

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Por mais que o dinheiro que Vinícius está ganhando seja insuficiente para pagar o tratamento da amiga, Ana Sofia, também de 12 anos, a mensagem e a atitude que importam. A menina precisa tomar 28 ampolas (uma por dia) de um medicamento chamado Blinatumomab (Blincyto). A caixa do remédio custa R$ 420 mil, mas o tratamento pode se estender por mais três meses, totalizando mais de R$ 1.600 milhão em despesas com a medicação.

O menino vendeu ‘geladinhos’ para pagar tratamento de amiga com câncer (Foto: Getty Images)

A criança quer ver a amiga bem e, para isso, não hesitou em fazer o que está ao seu alcance. Muitas vezes, achamos que o que temos para oferecer a alguém que precisa de ajuda é pouco. Vinícius é um exemplo de que não devemos pensar assim. Basta que venha do coração.

Saiba mais sobre a leucemia

Desde o diagnóstico da leucemia até o tratamento, a parceria entre família e especialista é essencial para obter sucesso. “Com os avanços da medicina a chance de cura da Leucemia já chega a 80% dos casos”, explica Dra. Viviane Sonaglio, CRM 102203, oncologista pediátrica, mãe de Ana Luíza e Enrico. A especialistas respondeu nossas principais perguntas sobre o assunto.

O que é?

Leucemia é um câncer no sangue gerado por alteração genética, um erro de DNA nas células que nascem na medula óssea. Há um aumento exagerado na produção das células que entram na corrente sanguínea,  e assim a criança desenvolve a doença. Esse é o tipo de tumor mais frequente entre crianças e adolescentes, mas nenhuma pesquisa ainda comprovou a causa da patologia. 

A criança com leucemia pode ter uma vida normal?

O primeiro passo para a criança ter uma vida normal é não esconder o que está acontecendo. É claro que a explicação deve ser feita na linguagem dela, mas quando eles entendem a situação fica mais fácil na hora de seguir as instruções do especialista. O segundo passo é ter um bom relacionamento com o médico. Ele deve acompanhar de perto o caso, fazer parte da família mesmo. Terceiro passo: a criança não pode ser isolada do mundo. O oncologista pediatra poderá aconselhar qual o melhor momento de tomar cuidados para evitar infecções e quando a criança estará “mais livre” para interagir.

Como funciona o tratamento?

Independentemente do tipo de leucemia a quimioterapia é necessária. Dividimos em três fases: indução, consolidação e reindução. Essa fase inicial do tratamento funciona como uma investida para fazer a leucemia recuar e costuma durar aproximadamente seis meses. Depois disso entramos em manutenção, uma quimioterapia oral que dura mais ou menos um ano e meio. Ao todo o tratamento, na maior parte dos casos, dura em torno de dois anos.