Super família! Casal adota 5 irmãos de uma vez durante pandemia

Bárbara Sampaio e Cláudia Fernandez se depararam com as fotos dos irmãos nas redes sociais – e logo se encantaram pelas crianças

Resumo da Notícia

  • Um casal homoafetivo adotou 5 irmãos de uma vez durante a pandemia em São Paulo
  • Cláudia e Bárbara viram uma foto das crianças de 5 a 12 anos nas redes sociais, e logo se encantaram
  • Elas contaram sobre a adaptação - delas e dos irmãos

Incrível! Um casal adotou 5 irmãos entre 5 e 12 anos de uma vez durante a pandemia em São Paulo. Bárbara Sampaio e Cláudia Fernandez se depararam com as fotos das crianças nas redes sociais – e logo se encantaram por elas.

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Para a UOL, elas contaram que deram início ao processo de adoção normalmente no Brasil – com curso preparatório (que explica os prós e contras da adoção), entrega de documentação legal, entrevistas com psicóloga, assistente social, juiz, além da fila enfrentada por todos os pais interessados no processo. Porém, foi quando Cláudia se deparou com a foto de Maria Clara, Samuel, Maria Eduarda, Pablo e João publicada no perfil do CEJA (Comissão Estadual Judiciária de Adoção) de Pernambuco que se apaixonou pela família.

Bárbara e Cláudia adotaram 5 irmãos (Foto: Reprodução/ UOL)

Não achei que fossem nos responder porque ainda não estávamos habilitadas para adoção, nosso processo estava em andamento. Mas em duas horas eu recebi a resposta com o número de telefone da Vara da Infância em que os processos das crianças estavam”, relembra Claudia, sobre a decisão de mandar email para a comissão sobre a disponibilidade de adoção dos irmãos.

Após 20 dias de reuniões e diversos processos, as mães foram autorizadas a conhecer as crianças. Eles disseram que não tinha problema, que estavam ansiosos para ver as mães”, diz Bárbara. “No dia da ligação, assim que o vídeo abriu, eles já nos chamaram assim, ‘as mães'”, lembra ainda, emocionada.

A família está se adaptando (Foto: Reprodução/ UOL)

As mães ainda contam como a adaptação foi ainda mais complicada durante a pandemia e o fechamento de tudo por causa do isolamento social. “Além do fato de que éramos dois grupos de estranhos convivendo apenas entre si, com muita intensidade, o histórico de sucessivos abandonos pela mãe biológica os levava, algumas vezes, a ter comportamentos distantes, até arredios”, relembra Bárbara, sobre o convívio restrito ao apartamento do casal.

Mesmo assim, Cláudia ainda comemora os pequenos passos até uma adaptação cada vez maior dos filhos a nova vida. “Os desafios ficaram evidentes e, com isso, pudemos customizar o que, antes da pandemia, era um plano mais genérico de cuidado. Bárbara coloca muito bem quando diz que, por essa razão, o isolamento foi um benefício, uma benção”, desabafa.