Torcedor do Palmeiras que agrediu menino de 11 anos presta depoimento na polícia

O caso aconteceu após a derrota do time na final do Mundial de Clubes

Resumo da Notícia

  • Uma criança foi agredida por um torcedor do Palmeiras
  • O caso aconteceu após o time perder na final do Mundial de Clubes
  • O homem prestou depoimento na polícia na última terça-feira

Um menino de apenas 11 anos foi agredido após a derrota do Palmeiras na final do Mundial de Clubes. O homem prestou depoimento à polícia na última terça-feira, o caso aconteceu no último sábado (12) em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná.

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A família do garoto diz que ele foi agredido após gritar “O Palmeiras não tem Mundial” em provocação ao homem, que auxilia a esposa, proprietária de uma mercearia perto da casa do menino. Em entrevista à Band, a mãe diz que o filho é santista e que as provocações entre os dois, em razão das atuações dos seus respectivos times, eram comuns.

“Eu não achei que uma pessoa tivesse a coragem de fazer isso com uma criança por um motivo tão fútil, tão bobo que foi. Quando eu vi ele chegando com a camiseta rasgada, o pescoço na hora estava com sangue, nossa, eu fiquei muito abalada”, disse a mãe.

Imagens da câmera de segurança mostram o torcedor do Palmeiras agredindo a criança
Imagens da câmera de segurança mostram o torcedor do Palmeiras agredindo a criança (Foto: Reprodução/UOL)

Imagens de uma câmera de segurança mostram o garoto falando com o homem, que corre atrás da criança, o agarra pela camiseta, na altura do pescoço, e disfere uma sequência de tapas. Uma terceira pessoa segura o agressor, enquanto o garoto foge.

A advogada Samara Kutchera Martins, que defende o agressor, informou ao portal UOL que ele prestou depoimento ao delegado e que está arrependido da atitude. “O que ele me passou é que ele está arrependido, que entende que nada justifica [seu ato]. Ele foi na delegacia hoje, prestou depoimento e está à disposição da Justiça. Ele está muito arrependido, conversou com o delegado. Todas as questões serão esclarecidas no processo.”.

Em carta divulgada pela defesa antes do depoimento à Polícia Civil, as advogadas Samara Kuchera Martins e Edenilza Backes afirmam que “em razão do lamentável episódio que maculou sua conduta na sociedade”, o acusado “optou, voluntariamente, por se afastar de seus afazeres, buscando se retratar diante das famílias envolvidas e de toda a sociedade mourãoense que sempre o ajudou em momentos difíceis de sua vida”.