Criança

Você perguntou: respondemos suas dúvidas sobre vacinação

O que é essencial, o que não precisa e quais as diferenças entre as imunizações que deixam todos os pais em dúvida

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Foto: Shutterstock

Nós atendemos ao seu chamado! Foram dezenas de perguntas sobre vacinação recebidas em nossa página no Facebook. Selecionamos algumas delas, que foram respondidas com todo o cuidado por Jessé Reis, infectologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. Confira abaixo:

Katiana Belmont – Qual a diferença entre a vacina para meningite da rede pública para rede privada? Tenho pavor dessa doença, meu filho fez 4 anos e tenho dúvidas sobre estar imune com as doses aplicadas pela rede pública.
Em primeiro lugar, é importante salientar que há várias causas de meningite: as bactérias Haemophilus influezae, Pneumococo e Meningococo são as principais causas deste tipo de infecção. As vacinas para Haemophilus são idênticas, mas as vacinas contra o pneumococo têm algumas diferenças: no setor público temos a vacina do pneumococo 10 valente, enquanto no setor privado temos a vacina 13 valente, que amplia o espectro de proteção. A vacina contra o meningococo do setor público protege apenas contra o sorotipo C, enquanto no setor privado temos, além da vacina contra o meningococo C, também a vacina contra os tipos A, C. W e Y, bem como a vacina contra o meningococo tipo B.

Clarice Mertens – Sobre a vacina da meningite: alguns médicos dizem que não é preciso tomar, pois não há nem houve nada próximo a uma epidemia. Outros dizem que tem que tomar. O preço é um absurdo! O que fazer?

Várias regiões do Brasil são endêmicos para a doença meningocócica, que afeta especialmente crianças menores de 5 anos de vida. Embora não seja uma doença frequente, as manifestações clinicas são devastadoras, podendo levar à morte ou sequelas importantes. O tipo mais frequente do meningococo no Brasil, é exatamente o C, que teve seus números muito reduzidos depois da introdução da vacina para todas as crianças. Atualmente, o tipo B passou a ter mais importância, embora seja bem menos frequente que o tipo C há tempos atrás. Além disso, temos a circulação de outros sorotipos em diferentes regiões do Brasil, como o W e Y, mas são mais frequentes em outros países da América do Sul. A proteção máxima se daria pela utilização das vacinas para todos os sorotipos, mas quem puder se vacinar apenas contra o tipo C, já terá uma proteção muito significativa contra a doença meningocócica.

Ianes Schenkel – Fui levar minha filha para tomar a vacina da febre amarela dos 4 anos e a enfermeira comentou que não se faz mais agora, que somente a dos 9 meses agora basta. Realmente não precisa?

Sim, atualmente, a vacina contra febre amarela é feita apenas em 1 dose que é aplicada a partir dos 9 meses de vida. Quem já se vacinou, não tem necessidade de fazer novas doses.

Elecir Dantas – Minha filha de dois anos e quatro meses toma todas as vacinas na rede pública, mas dei na particular as vacinas contra meningite b e ACWY , gostaria de saber quais outras da rede privada seria mais interessante (e importante) ela tomar.

Caso não tenha sido possível fazer a vacina contra hepatite A e varicela, seria muito importante fazê-las. Ambas são doenças que podem causar sérias complicações, apesar de serem conhecidas como doenças simples