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Mãe de menina com doença rara faz campanha para ajudar outras mães

Apesar do problema de saúde da filha, ela se solidariza com outras famílias

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

A relações públicas Priscila Fiorin, 37, mãe da Catarina, está descobrindo um novo mundo da maternidade.  No mundo antigo, a filha de 1 ano só podia se alimentar por sonda, pois nasceu com atresia do esôfago, uma doença rara que causa a má formação do órgão.

A menina passou por uma cirurgia de reconstrução do esôfago no começo de abril, o que lhe permitirá comer com a boca. “Voltamos para casa e meu marido foi preparar a vitamina para dar na sonda. Só que não precisava mais ser assim, pois ela já pode tomar de colherzinha.”

O desafio de Priscila agora é descobrir o que Catarina gosta de comer. “Antes, não importava se ela aceitava ou não o alimento, pois a gente colocava no estômago pela sonda. Agora, ela está descobrindo o prazer de comer. Mas ela sempre aceitou tudo, experimenta, coloca a linguinha.”

Catarina ainda não se livrou completamente da sonda. Por um período de até três meses a sonda poderá ser um meio para ela se alimentar.  “Se não ganhar peso, vai complementar com sonda até ela se acostumar com a deglutição. Como o ponto da cirurgia abriu, o médico mandou insistir só pela boca e a sonda está lá só decorativamente”, diz a mãe.

O atual fase de descobertas é bem diferente do período de apreensão que de Priscila e o marido viveram na maternidade. Após uma gestação planejada e sonhada, a relações públicas deu à luz em um sábado de Carnaval no hospital Albert Einstein, um dos melhores do país.

Após o parto, Priscila foi para o quarto e a menina para a sala de recuperação. Foi o marido que percebeu que algo de errado estava acontecendo com a filha. “Ela nasceu azulada, depois rosinha e voltou a ficar azuladinha. E saía muita secreção pelo nariz e pela boca. Primeiro, a médica achou que era cansaço e colocou oxigênio. Como ela continuou demonstrando desconforto, a médica disse que podia ser água no pulmão e a levou para a UTI neonatal”, conta a relações públicas.

Na UTI, uma enfermeira olhou para Catarina e disse que ela seria um bebê turista, pois iria ficar 2 ou 3 horas lá e depois voltaria para o quarto. Mas a menina acabou passando 28 dias internada na UTI.

Foi aí que os médicos descobriram que a bebê tinha atresia do esôfago. “Foi uma sorte descobrir logo que nasceu. Se tivesse ido para o quarto e mamado, teria uma grande chance de pneumonia, pois o líquido poderia ir para o pulmão”, diz Priscila.

Priscila diz que nunca se esquecerá da primeira vez que viu a filha na UTI. “Ela abriu o olhinho e me olhou. Era um olhar de medo e tristeza e eu não podia fazer nada, mal podia tocá-la.”

No período de internação, a recém-nascida acabou passando por duas cirurgias. A primeira aconteceu quando ela tinha apenas 48 horas de vida. “O pós-operatório é complicado, saiu com dreno, entubada, teve icterícia depois e precisou usar máscara. É muito feio ver um bebê assim, mas temos que enfrentar.”

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Foto: Arquivo pessoal

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