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“A maternidade é um exercício constante de aperfeiçoamento”

A escritora Fernanda Young emocionou a plateia ao contar o processo de adoção dos seus filhos

Aline Oliveira

Aline Oliveira

33944244_10156243482752778_7988597371938275328_n“A maternidade é exercício constante e pode ser aperfeiçoado o tempo inteiro”. Foi com essa frase que a escritora Fernanda Young abriu sua palestra no 5º Seminário Internacional Pais&Filhos. Fernanda escolheu um trecho do seu último livro – Pós-F: Para além do masculino e do feminino – para ilustrar que o desafio da maternidade é diário. Ela é mãe de quatro filhos: as gêmeas  Cecília, Estela e Catarina e John.

Como o tema de sua palestra foi “Mãe do abraço”, a escritora falou muito sobre a experiência do nascimento de Catarina “meu sonho mais antigo de maternidade” e John, o caçula. “Quando casei com Alexandre, falei que não queria engravidar, mas que ia adotar uma criança. Me inscrevi na fila de adoção e passei por todos os trâmites legais para a chegada de Catarina”.

Com John, o processo foi um pouco diferente. Após a chegada a última filha, Fernanda estava programando passar um tempo em Paris. Ela, inclusive, tinha tirado seu nome da fila de adoção, pois, afinal, o desejo de ter mais uma filha já estava concluído. Só que um dia, Fernanda conta que chegou em casa e “tinha um bilhete do meu assistente falando de uma criança que precisava de ajuda. Resolvi visitar”. Ela completa: “Não vou dizer que foi amor à primeira vista, mas quando cheguei, ele estava chorando muito. Eu peguei ele no colo e o choro parou. Olhei e disse: vou levar. Assim, do nada”.

Sob os risos da plateia, a escritora fez questão de frisar que levou uma bronca de seu advogado por estar “fora da lei”. “Escondi o John por um tempo e era como se eu estivesse com o Bin Laden em casa”, brinca Fernanda, arrancando mais gargalhadas da plateia. Após as brincadeiras, a escritora comentou o longo processo de adoção do último filho e como à medida que o tempo foi passando – e enquanto a regularização dele não estava certa – ela foi fazendo questão de fazer tudo por ele. “Amor é isso”

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