A primeira mesa-redonda do 13º Seminário Internacional Pais&Filhos foi incrível! Confira os detalhes

A mesa ‘Pode dizer que são elas’ chegou ao fim, mas relaxa! A gente te conta os detalhes de tudo o que rolou nessa troca de experiência do 13º Seminário Internacional Pais&Filhos

Resumo da Notícia

  • A primeira mesa-redonda do nosso 13º Seminário Pais&Filhos chegou ao fim!
  • O tema dessa vez foi 'Pode dizer que são elas'
  • A mesa contou com a presença de Mariana Ferrão, Eliane Dias, Maya Eigenmann, Verônica Oliveira e Izabella Borges

Nosso 13º Seminário Internacional Pais&Filhos está a a todo vapor! A primeira mesa-redonda do dia, com o tema ‘Pode dizer que são elas’, foi demais e nós te contamos tudo o que rolou por lá. Convidamos um time de feras para falar sobre os desafios de conciliar a maternidade com outras demandas pessoais.

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Para isso, convidamos Mariana Ferrão, Eliane Dias, Maya Eigenmann, Verônica Oliveira e Izabella Borges. Toda a conversa foi mediada por nossa editora-executiva Andressa Simonini, filha de Branca Helena e Igor. “É sobre não largar as mãos, é sobre continuar juntas!”, disse Andressa.

Foi uma palestra com 5 mulheres incríveis (Foto: Divulgação)

Mariana deu o pontapé inicial e agradeceu: “Que honra estar acompanhada dessas mulheres maravilhosas.” E desabafou: “É sobre ter humildade de entregar o mundo pros outros, e saber que a gente não domina nada, muito menos os nossos filhos.” “Eu não consigo encontrar outro valor maior do que a disponibilidade pro amor”, completou a jornalista. “O amor nesse caso dos filhos, é um amor de contorno, de palavras, de carinho.”, acrescentou.

Maya falou sobre amor: “Nós somos feitos para conectar com outros humanos, e se existe um fator que promove saúde emocional, física e psicológica para as nossas crianças, é o apego delas com o adulto cuidador.” “É cientificamente comprovado que eles necessitam desse amor, para que eles cresçam com saúde emocional. Nossas crianças precisam ter a liberdade de sentir.”, completou. “Uma mãe que está exausta não consegue apoiar o filho”, e falou sobre maternidade: “Não é porque a mãe pariu, porque está amamentando, que ela precisa aguentar tudo.”

Verônica contou a experiência: “Eu passei por um bocado de dificuldades na maternidade.” E desabafou: “Quando você não tem o básico, como você vai se sentir uma boa mãe? Quando eu sentia fome, eu gritava com os meus filhos.” “A primeira vez que eu coloquei meu filho para brincar no playground do prédio, eu chorei”, falou a empreendedora emocionada. E falou sobre a vida dela: “O pai da minha filha não participou de absolutamente nada na criação dela.” Quando você vai ver que 52% dos empreendedores são mulheres, elas não estão lá porque elas querem, mas porque precisam”, finalizou.

Izabella disse: “Eu tive uma profunda depressão pós parto, eu fui completamente desconectada do que me falaram que era maternidade. Me desconectei da minha essência e passei por problemas sérios na minha saúde mental.” E afirmou: “Nós devemos como advogadas, entender as mulheres.” “Uma criança que cresce em um ambiente violento, vai se tornar um adulto que vai reproduzir esse trauma de alguma forma.”, opinou. Sobre as redes sociais, ela falou: “Uma responsabilidade grande de trazer um conteúdo que faz sentido”, e completou: “Ta tudo bem não estar bem todos os dias.” Izabella contou sobre a criação da filha: “Ela sabe que não vai mexer nas redes sociais agora, pois estamos criando memórias afetivas em família.”

Eliane falou: “Sou uma ativista feminista, e todo dia atendo mulheres com medidas protetivas” e brincou: “Uma vida fora dos stories é de ponta cabeça.” E sobre a maternidade, ela desabafou: “Eu vim com a experiência do meu entorno.” “Ensino meus filhos a serem realistas e duros”, completou. “Não existe cartilha pra ser mãe, a gente da o nosso melhor, minha mãe deu o melhor dela e eu dou o meu melhor”, disse. “Me falaram que a geração de agora é nativa digital. Me incomodou um pouco o nativo digital, por que ele é destruidor se não for bem dosado.”, Eliane acrescentou. E finalizou: “De todas as coisas que eu faço, o que eu mais adoro é ser mãe”

Conheça mais sobre as participantes

Mariana Ferrão é mãe de Miguel e João, é jornalista, palestrante e empreendedora. Trabalhou por 19 anos na TV, onde esteve à frente do programa “Bem Estar” na TV Globo por quase uma década. Em 2019, fundou a Soul.Me, empresa especializada em conteúdos e experiências de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

Eliane Dias é mãe de Domenica e Kaire, é advogada, empresária no ramo de show business, management de artistas, empreendedora no mundo da moda, palestrante, ativista e feminista.

Maya Eigenmann é mãe do Luca e da Nina, formada em Pedagogia desde 2012 e também com curso de 2 anos de psicologia na universidade Goethe, na Alemanha. Foi a partir da sua formação como Educadora Parental (2019) que o seu trabalho no Instagram começou a ganhar maior notoriedade.

Verônica Oliveira é mãe de Claire, Ian e Olívia, criou o Faxina Boa com a ideia de serviços de limpeza através de anúncios engraçados. A página foi crescendo à medida que ela compartilhava histórias sobre o dia a dia da profissão. Hoje, ela atua como palestrante, empresária, criadora de conteúdo e representa milhares de pessoas.

Izabella Borges é mãe de Catarina e Bento, advogada criminalista especialista em violência de gênero e cofundadora do Instituto Survivor, de apoio a mulheres vítimas de violência e do Sentinelas Delas, projeto que oferece conteúdo sobre violência doméstica, feminismo, saúde e autoconhecimento para mulheres nas redes sociais. É colunista do portal Consultor Jurídico (Conjur) e da Revista Claudia.

Assista ao seminário

O evento está sendo transmitido ao vivo online através do Facebook e YouTube da Pais&Filhos. Além disso, no Instagram, também mostramos os bastidores e flashes do Seminário.

Programação completa

11h – Abertura

11h20 – Palestra 1 | Maternidade: nem pra mim, nem pra você, nem pra eles | Tatiana Paranaguá

12h20 – Bate-papo 1 | Beta Whately

12h50 – Mesa-redonda 1 | Pode dizer que são elas | Mariana Ferrão, Eliane Dias, Maya Eigenmann, Verônica Oliveira, Izabella Borges

14h30 – Palestra 2 | O poder da mãe | Marcos Piangers

15h20 – Bate-papo 2 | Mariana Arasaki

15h40 – Palestra 3 | Mãe também é gente: sexo, paz, rock ’n’ roll e pijama | Ana Canosa

16h20 – PAISdemia

16h40 – Bate-papo 3 | Izabella Camargo

17h15 – Mesa-redonda 2 | Cabo de guerra | Tatah Fávero e Vitin, Raka Minelli e Daniel Gaspary, Laura Gama e Camila Lucoveis

18h30 – Encerramento

Conheça o tema desta edição

Metade das pessoas no mundo são mulheres, a outra metade são pessoas que vieram ao mundo por causa de uma mãe. Ainda não ficou clara a importância em olhar de perto como vive essa mulher?

A gente reforça que um filho é responsabilidade do pai e da mãe, mas essa desigualdade de papel ainda está longe de acabar. Por isso, uma mãe responde diariamente pelas ações dela no mundo. Ao tentar fazer tudo “perfeito”, vão existir situações de acertos e de muitos erros.

Temos que estender as mãos a essas mulheres. Não largar de jeito nenhum. Os homens, pais, são fundamentais nessa conversa. Se a gente entender que o planeta depende de um ambiente cuidadoso com a criação dos filhos, tudo seria bem mais leve. E é isso que a gente busca. Mas sem ser levianos, vamos mostrar caminhos que podem ser fáceis de enxergar, mas muitas vezes dolorosos de falar.

Todo mundo vem de uma mãe. Só a partir disso já pode-se dizer que é um domínio mundial. As mães vão dominar o mundo, vamos olhar para isso com profundidade. O que a gente fizer hoje, reflete nesse mundo daqui alguns anos. Sua participação nessa conversa é fundamental.