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Dá para passar por todas as mudanças da maternidade sem pirar, sim! Nossos convidados podem provar

O timaço foi formado por Luanda Fonseca, Cris Guerra, Beto Bigatti, Rafa Donini e Roberta Bento

Marina Paschoal

Marina Paschoal ,Filha de Selma e Antônio Jorge

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Para fechar o 6º Seminário Internacional Pais&Filhos com chave de ouro, chamamos um timaço para participar da nossa mesa redonda. Seguindo o tema do evento, que foi Maternidade Muda Tudo (Ainda Bem!), e todas as palestras que abordaram uma a uma as maiores mudanças desse período, a nossa conversa da mesa redonda veio para concluir: Como Lidar Com Todas Essas Mudanças e Não Pirar. Participaram, com a mediação de Mônica Figueiredo, mãe de Antonia e diretora editorial, nomes como: Cris Guerra, Beto Bigatti, Luanda Fonseca, Rafaela Donini e Roberta Bento.

Luanda Fonseca (Foto: Gustavo Morita)

Luanda Fonseca (Foto: Gustavo Morita)

Para Luanda, virar mãe trouxe o entendimento do coletivo, do mundo a sua volta. “A maternidade me fez ter o entendimento de que a vida não é só sobre mim, meu umbigo. Eu fui tomada pelo sentimento de que o mundo é maior e a gente precisa dar as mãos, cuidar um do outro”, conta.

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Já para Cris Guerra, a maternidade trouxe a visão contrária – e isso porque, enfrentar o nascimento de Francisco veio junto com a perda de seu marido. “Eu pensei: ele é sim muito importante, mas eu preciso cuidar de mim também; preciso de combustível para viver isso e cuidar dele. A maternidade me fez olhar pra mim mesma, me mostrou que eu nunca mais seria a mesma – eu me transformei em muitas mulheres e eu não imaginava isso”, ela diz.

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Beto, do blog Pai Mala, é deficiente físico – não tem um braço – e trouxe à tona como principal mudança a sua maneira de se enxergar. Ele, que sempre precisou de terapia para aceitar sua condição, teve um mix de sentimentos quando descobriu que seria pai. “Meu primeiro medo era de que  ele nascesse sem um braço também. Depois, era o medo de deixar o bebê cair ou de não conseguir dar banho. Quando ele [o filho mais velho] tinha cerca de um ano, ele percebeu pela primeira vez que eu não tinha braço – e o meu maior medo era ser rejeitado por isso. Na realidade, ele olhou, viu que não tinha braço e continuou a brincar. Algo que me preparei a vida inteira, pareceu simples. Eles vieram para me completar, sem dúvidas”, ele contou.

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Rafa Donini, que é graduada em ciência da computação e dirige o portal Primi Stilli, contou que sempre planejou o momento certo de engravidar – durante quase 8 anos de casamento! Mas quando o grande dia chegou, ela se deu conta de que virar mãe é daquelas coisas que não tem hora marcada. “A sensação é que nunca vai chegar a hora para ser mãe, porque não tem agenda pra isso”, concluiu.

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A nossa colunista e superparceira Roberta Bento dividiu e emocionou a plateia com a sua história de vida e a dificuldade para engravidar. Por conta da sua limitação física, ela se dedicou desde cedo para preparar Taís, sua filha, para encarar o mundo. “Eu decidi criar minha filha para ser forte, para que ela não dependesse de mim”, contou.

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