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Ministro Alberto Beltrame conta sobre a importância da mãe e fala sobre o programa ‘Criança Feliz’

Seguimos o nosso dia de Seminário com essa palestra exclusiva

Gabrielle Molento

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(Foto: Gustavo Morita)

E o seminário não para por aí. O Ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, falou um pouco sobre o tema do Seminário “Porque ser mãe é o máximo” e apresentou o programa “Criança Feliz” do Governo Federal na volta da pausa para o almoço. Antes de virar ministro, ele foi pediatra, o que tem tudo a ver com a pais e filhos, não é mesmo?

Quando perguntando pela nossa mestre de cerimônia “Porque ser mãe é o máximo” disse que gostaria primeiro de falar o “Porque ter mãe é o máximo”. A mãe de Beltrame faleceu há pouco e ele guarda grande carinho por ela.

“Minha mãe era uma figura extraordinária, espetacular, um porto seguro e o centro da nossa família. Conselheira permanente, ombro amigo e mentora intelectual até o final… E pra mim ser mãe é isso. Além disso, como perdi meu pai muito cedo ela foi mãe e pai”, contou o ministro.

“Ser mãe é isso, dar conselhos, ser ombro amigo, ser porto seguro… É um significado muito profundo!”. O ministro também disse que acredita que ser mãe deve ser uma experiência única e incrível.

“O desafio quando se tem um filho é prepará-lo para o mundo e a nossa tarefa é prepará-los adequadamente dando segurança. Por isso o vínculo com a mãe e a tarefa de ser porto seguro é tão importante”, disse Beltrame.

Criança Feliz

Falando sobre o programa Criança Feliz, Beltrame contou que em 2015 foi aprovada por unanimidade a lei que coloca a primeira infância no centro das atenções das políticas públicas. E assim surgiu o programa.

O ministro contou sobre o desenvolvimento infantil e, por ter atuado como pediatra, explicou que o momento importante de desenvolvimento é entre ventre materno até os 6 anos de idade, que é quando há conexões entre os neurônios e eles são estimulados.

E esse é o público-alvo do programa: gestantes e crianças de até três anos beneficiárias do Bolsa Família e de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além daquelas que estão afastadas do convívio familiar por medidas protetivas.

O programa então se preocupa com esse desenvolvimento infantil e estímulo para que isso ocorra. “Isso ajuda a criança a ser mais sociável, menos agressiva, menos tendente a adição à drogas, com melhor aprendizado, entre muitas outras questões”, explicou o Ministro.

“Existe um aspecto que é intuitivo dos pais e existem coisas que eles aprendem a fazer. Porque é importante mostrar cores? Sons? Socializar? Esses estímulos causam impactos no futuro, principalmente entre o ventre materno e os 6 anos, independente de classe social, situação familiar e etc”, falou.

De acordo com o Ministro, o programa Criança Feliz está voltado às crianças de baixa renda por um único motivo: precisamos focar num programa desses. Além disso, crianças em situações financeiras mais precárias tem mais risco de terem família com problemas de violência ou drogas, o que pode impactar nos estímulos gerados para ela.

Assim, esse programa é importante como política pública de médio prazo, de 10 ou 15 anos, como maneira de tentar romper o ciclo da pobreza e fazer com que a criança que passou pelo programa tenha mais oportunidades. Isso pode melhorar o futuro e economia do país.

O programa visita em domicílio em 2.044 municípios brasileiros 275.256 pessoas. São 12.824 visitadores em todo o país acompanhando semanalmente os aderidos.

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